sexta-feira, 7 de janeiro de 2005

os porcos dos comunistas

Diários de motocicleta – Diários de Che Guevara


10.000 km (ou road-movie) de comunistas


Antes de começarem a chatear eu sei que os comunistas não se contam em “km”.

Antes de mais tenho de dizer que não gosto do Gael García Benal. Ainda tenho demasiado presente a sebosice dele no “Amores Perros” e a “coisa” que ele faz ao travesti no “Má Educação”.

Todos sabemos que os comunistas cheiram mal, têm doenças de pele (eczemas, caspa, seborreia, etc…), barba tipo ninho de ratos, casacos de bombazine coçados nos ombros e com aquelas coisas nos cotovelos (joelheiras mas nos cotovelos). E eu cá fui ver o filme a pensar: “mais propaganda comunista”. Mas não. Afinal não aparecem assim muitos comunistas. Pelo menos como aqueles cá da nossa escola que fazem barulho por causa das praxes, do preço da refeição na cantina e todo o género de protestos realmente importantes. Começa tudo muito bem. Com dois licenciados e tudo. Bem, um deles quase licenciado e o outro já licenciado. E vai daí um gajo pensa: “como é que duas criaturas licenciadas, cultas e com algum nome nos respectivos campos acabam por descambar em comunistas?”. O melhor é ver o filme e perceber porquê.

Tudo começa com eles limpinhos e com bom aspecto. E aí levanta-se o primeiro problema. Como transformar estes dois em comunistas típicos? Simples. Claro que para alguém se “comunistizar” (é um neologismo, significa tornar-se comunista) é preciso percorrer muitos quilómetros através de poeira, neve, pó, lama e todo o tipo de esterco. E voilá (como dizem os franceses). E vai daí eles percorrem a América do Sul desde mesmo cá de baixo até lá acima. Para quem sabe alguma coisa isto de a Terra ter cima e baixo é uma mera invenção. Mas para vocês que só lêem desportivos achei melhor explicar. E lá vão eles de mota (o que é espantoso porque os comunistas costumam viajar na Barraqueiro - eu informei-me e a Barraqueiro o mais longe que vai é Mafra, nunca se aproximando sequer da América do Sul – e protestar contra o aumento de 2 cêntimos pelo passe social - ou a pé, para passearem livros do Marx, do Engels ou lixo pseudo-intelectual tipo Kafka) com a trouxa do costume: sacos-cama, panelas, mochilas da tropa, essas coisas. Eu como sou muito viajado posso-vos dizer que aquela mota, a que chamam a “Poderosa” corresponde cá à Casal.

Lá vão eles de mota. Vruuum vruuuuuuum. E como também é cultura geral, os comunistas sofrem de falta de equilíbrio.

“Então mas eles não comem?” – levanta-se a pergunta (não se levanta MESMO – é uma figura de estilo). E porque é que se levanta? Porque é sabido que os comunistas gostam de andar sempre de bandulho cheio. Quem não sabia, poderia facilmente concluir das nódoas de tinto e de sandes de coirato que costumam ter nas camisas de flanela.
Como não têm dinheiro, inventam “coisas”. E lá vão comendo de borla aqui e ali.
A segunda necessidade mais importante para um comunista é ter relações sexuais. E como tal, aproveitam-se da lábia de um deles para as ter. Sempre desprotegidas. Que toda a gente sabe que os comunistas não usam preservativo para não desaparecerem.
O filme oscila entre estes dois temas até que a mota se estraga e lá terão os dois de seguir a pé.
Tem aqui mais umas coisas pelo meio que não vou contar porque depois vão dizer: “ah e tal ele contou e coiso”.
Uma das partes mais marcantes do filme (e na vida das duas personagens) é a sua chegada a uma colónia de leprosos (uma das especialidades do “quase-licenciado” é a lepra) onde se instalam e promovem alguma interacção entre as duas comunidades (dividida entre sãos e doentes).
Mantendo o filme sempre um certo tom de comédia tem aqui o ponto alto. Os leprosos na percussão. O meu pensamento é o seguinte: eu, se fosse leproso, nunca arriscaria a bater com os dedos num tambor ou numa cadeira ou mesmo num bloco de madeira.

Depois de todos os problemas que encontram, de todas as divisões sociais, de todas as explorações sobre os habitantes do continente (América do Sul, não o hipermercado onde os pobres vão comprar impermeáveis e meias de flanela) – nota para a cena da mina não sei do quê – “vou agora ser herói e mudar o mundo e tal” e então parte de avião em direcção ao infinito.

Se alguém arranjar a banda sonora em mp3 (192 kps mínimo) é favor mandar aqui ao pai em troca de “favores”.


Diários de Che Guevara - :D~

:O~ <- vómito (filmes tipo AI, Matrix 2 e 3)
:O <- filmes “preferia ter gasto a guita em cerveja, droga ou cigarros”
:| <- filmes “naquela”
:) <- filmes médio-fixe ou “nice”
:D <- filmes “cum gajo até acha que coiso e tal e diz aos outros para irem ver”
:D~ <- filmes que “sim senhoras”

4 comentários:

Anónimo disse...

es uma beca filha da puta, nao es?

juvenal, o anormal disse...

um conhé, sim:)

Anónimo disse...

fds,tens uma ganda nóia man.

Anónimo disse...

ASSIM SE VÊ A FORÇA DO PC! PCP! PCP! PCP!