Andei 5 anos no Técnico. Todos (dos poucos) pretos que lá andavam tinha grandes máquinas de calcular. Aposto que as compraram porque pensavam que elas é que lhes iam fazer o curso. Claro que não fizeram. Um preto nunca pode ser engenheiro. Um engenheiro dá ordens. Um preto recebe-as.
Nem sei em que cursos andavam. Engenharia Civil não devia ser porque um preto nasce a saber fazer cimento. Mas não sabe dar ordens para fazer cimento. Estão habituados aos capacetes amarelos. Provavelmente andavam em Engenharia de Minas. Para se enterrarem bem fundo, longe do resto da Humanidade, pertinho do centro da Terra.
A minha teoria diz que a maioria tira direito. Para safar os outros pretos da prisão.
domingo, 27 de fevereiro de 2005
o sentido da vida
Porque é que o pão fica duro e as bolachas ficam moles?
nós, os gagos
Ser gago é lixado. Especialmente quando se quer uma daquelas coisas que um gajo sabe logo que vai gaguejar. Há dias queria um chá. Sim porque um gajo que bebe chá, tirando toda a homossexualidade inererente a beber chá, é um gajo que consegue gajas. Por isso pedi um chá. E sei muito bem qual é o chá que queria. É o chá que sabe a chá. Todos os outros sabem a "coisas" que não chá. Mas depois a mulher pergunta-me: "então que chá é que quer?" e diz os nomes assim todos de seguida. E eu nem tive tempo de dizer stop. Eu queria mesmo era um chá de cidreira. Mas "cidreira" é lixado de dizer para quem gagueja. Ou camomila. Que também é fodido. Então tive de pedir um chá preto.
a taça uefa
A taça UEFA, este ano, é do Sporting. Já ninguém tem dúvidas disso. Vai ser notícia em toda a parte e toda a gente vai saber que o Sporting tem a melhor equipa de Europa. Menos o Mantorras, que vale 18 milhões. Mas para o comprar teríamos de vender o estádio.
A cena que realmente me está a foder é o sacana do Papa que nunca mais patina. Aposto que tem um contrato qualquer com o Benfica para morrer exactamente na semana em que o Sporting ganhar a taça UEFA. Porque depois todos os jornais vão mas é meter que o Papa morreu e assim e de como ele era bom e coiso e ninguém se vai lembrar da melhor equipa da Europa. Isto tudo organizado pelo Benfica. Por inveja. Só inveja.
A cena que realmente me está a foder é o sacana do Papa que nunca mais patina. Aposto que tem um contrato qualquer com o Benfica para morrer exactamente na semana em que o Sporting ganhar a taça UEFA. Porque depois todos os jornais vão mas é meter que o Papa morreu e assim e de como ele era bom e coiso e ninguém se vai lembrar da melhor equipa da Europa. Isto tudo organizado pelo Benfica. Por inveja. Só inveja.
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2005
pedintes
Um gajo vai jantar fora e começa o desfile de monhés, brasileiros, "ucras" e outros/não sabe/não responde. Primeiro aparecem os ucranianos com o acordeão e a pandeireta que até são fixes mas um gajo deixa de poder conversar durante os 20 minutos em que tocam a discografia completa das obras que foram salvas depois das revoluções nesses países de comunistas. Um gajo ainda dá um euro, espera que não voltem e continua a comer o "entrecóte aux champinhóns avec du molhe du castanhes". Depois aparece o primeiro monhé com coisas a piscar e tiaras de "Miss Universo" que passam sempre ignorados porque já não há paciência. Depois o brasileiro das flautas que vende incensos e toca duas flautas ao mesmo tempo e ainda convida as pessoas a tocar, mas eu já sei que foram os brasileiros que inventaram a hepatite e, quase sempre, têm tuberculose. Abro aqui um parêntesis -> ( para dizer que a tuberculose é a doença com mais cenário que existe. A tosse e os lenços de pano brancos manchados de sangue quando se tosse parte do pulmão, a cena de um gajo fumar mesmo que a tenha, o Val Kilmer no Tombstone. É uma granda cena. Aposto que dentro da classe de doenças fodidas é a mais fácil de um gajo arranjar gaja tendo uma doença fodida. Até é capaz de se arranjar gaja, com tuberculose (não a gaja com tuberculose mas o gajo que arranja a gaja - está lá a vírgula para explicar, mas como não sei para quem estou a falar é melhor explicar), do que sem nada. Tipo eu. Fecha parêntesis -> )
E um gajo até dá 50 cêntimos ao tipo das flautas. Mas depois vêm mais monhés. Contei 5 ou 6 pedintes. Mesmo que um gajo queira ser bonzinho ou impressionar o resto do ratum no restaurante dando uma moeda a cada um, acaba por pagar quase o preço duma garrafa de vinho se o fizer. Mais vale é estar quieto e jantar em casa o bocado de perna de borrego que ficou do jantar e que nem sabe lá muito bem quando é aquecido no micro-ondas.
E um gajo até dá 50 cêntimos ao tipo das flautas. Mas depois vêm mais monhés. Contei 5 ou 6 pedintes. Mesmo que um gajo queira ser bonzinho ou impressionar o resto do ratum no restaurante dando uma moeda a cada um, acaba por pagar quase o preço duma garrafa de vinho se o fizer. Mais vale é estar quieto e jantar em casa o bocado de perna de borrego que ficou do jantar e que nem sabe lá muito bem quando é aquecido no micro-ondas.
1 - 1 = 0
Qual é a grande diferença entre um blog, um livejournal e um photo-não-sei-quê? Num blog um gajo manda postas de pescada e acha que a sua opinião é que conta e que as cenas que os outros dizem valem tanto como o Hélder Postiga. Um livejournal serve apenas para um gajo que tenha uma vida desinteressantíssima (<- "fónix") possa fingir que é um gajo fixe e que faz coisas fixes como ver dvds e conhecer miúdas em chats. Um photo-não-sei-quê serve apenas para as gajas em quem ninguém pega poderem mostrar-se com camisolas altamente justas, com os mamilos previamente passados por gelo, conseguirem mandar uma queca sem terem de pagar.
Eu por mim escrevo um blog a ver se consigo gajas. Nem gajas de outros blogs (porque as gajas que dispensam mais de uma hora por dia na internet não são boas - deviam mas é estar a fazer "coisas de gaja boa", como foder e depilar as pernas a laser e assim), nem gajas de livejournal (porque realmente não me interessa que oiçam as coisas da moda nem qual o último dvd que viram) e muito menos gajas que tenham photo-não-sei-quê porque essas deviam ter sido abortadas e mandadas pelo cano em saquinhos de plástico para evitar que o DNA se espalhe e crie mais gajas que precisem photo-não-sei-quê para foder.
A minha cena é que nenhuma gaja ainda me mandou um mail, embora se virem o profile lá está ele - até o vou pôr aqui para as gajas que não saberem como se vai ver o profile poderem mandar um mail ao pai com pedidos para as comer e assim - anq@portugalmail.pt .
No entanto, já tenho duzentos-e-trinta-e-tal "profile views", o que dá para pensar que são tudo gajas boas a pensar: "há 90% de hipóteses de este gajo ser como o Nuno Markl, gordo, roto, fofo e à espera de foder o que não fodeu quando era adolescente" e 10% que pensam: "aposto que até o comia mas sem foto não vou mandar um mail porque ainda me sai o Nuno Markl".
Pá... eu comia-me.
Eu por mim escrevo um blog a ver se consigo gajas. Nem gajas de outros blogs (porque as gajas que dispensam mais de uma hora por dia na internet não são boas - deviam mas é estar a fazer "coisas de gaja boa", como foder e depilar as pernas a laser e assim), nem gajas de livejournal (porque realmente não me interessa que oiçam as coisas da moda nem qual o último dvd que viram) e muito menos gajas que tenham photo-não-sei-quê porque essas deviam ter sido abortadas e mandadas pelo cano em saquinhos de plástico para evitar que o DNA se espalhe e crie mais gajas que precisem photo-não-sei-quê para foder.
A minha cena é que nenhuma gaja ainda me mandou um mail, embora se virem o profile lá está ele - até o vou pôr aqui para as gajas que não saberem como se vai ver o profile poderem mandar um mail ao pai com pedidos para as comer e assim - anq@portugalmail.pt .
No entanto, já tenho duzentos-e-trinta-e-tal "profile views", o que dá para pensar que são tudo gajas boas a pensar: "há 90% de hipóteses de este gajo ser como o Nuno Markl, gordo, roto, fofo e à espera de foder o que não fodeu quando era adolescente" e 10% que pensam: "aposto que até o comia mas sem foto não vou mandar um mail porque ainda me sai o Nuno Markl".
Pá... eu comia-me.
terça-feira, 15 de fevereiro de 2005
oh but if i went 'round sayin' i was emperor, just because some moistened bint lobbed a scimitar at me, they'd put me away
A cena que eu não percebo é de quem é a Lúcia é irmã. E mais, como é que a irmã dela lhe chama? Irmã irmã Lúcia? E se for uma coisa mais alargada? Daqueles parentes longínquos mas todos ligados por irmãos? Mas pronto. Pode ser que seja como o outro do Big Lebowski que toda a gente tratava por "the dude". Pode ser uma cena "cool" daquelas que as gajas inventam para dar pau. Se calhar até gostava de jogar bowling. Ou pelo menos teria sacos de varizes nas pernas do tamanho de bolas de bowling. Até aqui nada de mais. Pá... a mulher tinha 97 anos. Que é que tem mais mais probabilidades de acontecer aos 97 anos - sem ser rebentar as varizes e largar pús por aquelas feridas nos cotovelos que os velhos têm - do que morrer? E luto nacional porquê? A erva que fumo todos os sábados também me faz ver Deus, o Rei dos Frangos de Carnide e a Sininho do Peter Pan e não é por isso que quando morrer vai haver luto nacional. "Ele há coisas"...
os ciganos
Sou do Sporting desde que me lembro e, naturalmente, sócio vitalício dos clubes que ganham ao Porto ou ao Benfica. Torço pela selecção desde que vejo futebol. Nunca me convidaram para parte nenhuma. Agora aquele cigano que foi encontrado a boiar na praia lá dos tsunamis vai ver os jogos da selecção de borla. E vai ao Manchester e coiso. Eu cá já comprei camisolas da selecção da Suécia, da Dinamarca e da Noruega. Assim que houver um sismo ou um maremoto ou o anticiclone dos Açores ou até uma leve brisa vou correr para a praia com uma camisola da Suécia, agarro-me a um tronco, como arroz de boca aberta e finjo que me perdi e pode ser o que o Gilberto Madaíl lá da selecção sueca me convide a ir ver daqueles jogos em que as suecas escrevem os nomes dos jogadores nas mamas e mostram e assim.
sábado, 12 de fevereiro de 2005
decisões
Esta coisa de um gajo viver em casa dos pais e não ter responsabilidades tem muito que se lhe diga. Ainda agora estava a comer um pacote de bolachas e a grande decisão do dia foi acabá-lo ou não (eram daquelas Cream Crackers, com queijo daquele que se tira à colher e não vazias - isto significa sem nada e não fui eu que inventei, foi uma das minhas "gajas do messenger"). A cena é que ficou apenas uma bolacha no pacote e já não me apetecia mesmo. E depois se deixo só uma bolacha vêm logo eles e dizem: "ah pois, deixaste só uma para não dizeres que foste tu que acabaste o pacote" ou pior ainda: "deixaste ali uma para não teres o trabalho de ir deitar o pacote fora". Claro que não é nada disto. É que já não me apetecia mesmo. Até a podia ter dado a alguém. Àqueles miúdos que andam a pedir dinheiro para comer e assim, mas já são 19:43 e depois já se sabe que não jantam.
Como não está cá ninguém, não sobra a quem perguntar: "queres a última bolacha?". E mesmo que perguntasse eles depois iam dizer: "é só para não teres de ir deitar o pacote fora". E um gajo não quer isto. Também podia dá-la ao meu vizinho mas ele é arquitecto. E os arquitectos não comem estas bolachas de pobre.
Acabou no lixo para não me culparem de nada.
Como não está cá ninguém, não sobra a quem perguntar: "queres a última bolacha?". E mesmo que perguntasse eles depois iam dizer: "é só para não teres de ir deitar o pacote fora". E um gajo não quer isto. Também podia dá-la ao meu vizinho mas ele é arquitecto. E os arquitectos não comem estas bolachas de pobre.
Acabou no lixo para não me culparem de nada.
sexta à noite de quem não tem gaja nem dinheiro
Vera Drake
O aborto
Antes de ir ao cinema já sabia que ia ver um filme sobre o aborto. “Mas o Paulo Portas entra?” – pergunta a minha enorme massa de fãs. Não. É sobre o aborto mesmo. A cena dos ferros e das raspagens e das bombinhas de borracha. Parece magia. Sobre as gajas que em vez de meterem um “conhé” de tripa de porco para evitar “cenas”, preferem fazê-lo como o acorde de Sol Maior <- esta piada é tão boa que me custa acreditar que fui eu que a criou. Aposto que ninguém vai perceber e depois vão todos dizer que não havia piada nenhuma e mais não sei o quê que se costuma dizer nestas situações em que alguém inventa uma piada que mais ninguém percebe.
Quando olhei para as personagens percebi porque, nalguns casos, sou a favor do aborto. São feios e enrugados e com riscos ao lado e brilhantina e fatos de camurça e aquele tecido às risquinhas em relevo que não sei bem o nome mas que todos os pobres usam e que estão comummente cheios de nódoas de esperma seco das prostitutas que frequentam e manchas de óleo da oficina onde trabalham.
Vai daí, há uma gaja que faz abortos, com tubos e um ralador de queijo e uma esponja e uma caixinha de metal que parece daquelas dos biscoitos ingleses que são comidos com o chá.
E fá-los assim em série, mais ou menos como a linha de montagem daqueles carros que são feitos em linhas de montagem. Isto é, com certeza, uma figura de estilo. E como todos já sabem, em termos de figuras de estilo, eu sou o maior de Portugal e o segundo melhor da Europa. Parece que há um romeno que também já é muito bom mas como a esperança média de vida na Roménia são 4 anos, significa que já falta pouco para eu me tornar no melhor da Europa e ter apuramento directo para os campeonatos do mundo.
Entretanto bebe-se chá. Muito chá. Parece-me que os ingleses bebem chá como nós cá bebemos vinho tinto e acabamos com cirroses e cancro no fígado e aquelas manchas nas mãos e na pele como o Conan O’Brien. Felizmente, o chá só dá vontade de ir à casa de banho mais vezes. Nem provoca infecções urinárias nem outras coisas. Pode é provocar cancro na próstata se um gajo aguentar muito a cena e ficar assim à rasquinha muitas vezes. Além disso, perde-se também toda a elasticidade na bexiga, que é como um balão. Quando é muito cheia e esvaziada muitas vezes perde a elasticidade. E depois começa-se a largar pinguinhas quando nos baixamos para apanhar livros ou rir com mais força – também dá direito a peidos para quem não tem o meu controlo anal - levantar vasos ou fazer dessas coisas que as pessoas mais pobres têm de fazer porque não podem contratar pessoas ainda mais pobres que as façam por eles.
Depois aparece uma que trafica várias coisas de mercearia e é, mais ou menos, a manager da gaja que faz os abortos.
Depois há um que é mecânico, o gajo que é casado com a Vera Drake – a dos abortos - e o filho alfaiate e o irmão do mecânico que é o dono da oficina que tem uma mulher que vê-se mesmo que gosta de ser comida por trás à canzana e que lhe chamem nomes.
Tudo corre bem. Até a filha da gaja que faz os abortos arranja um tipo que acaba por ter o maior Natal da vida (palavras do próprio, não quero que pensem que estou a inventar – que Deus me fulmine já aqui se não estou a dizer a verdade - … - nada aconteceu) e que se até ele consegue uma gaja porque é que eu não hei-de conseguir? Mistério.
Para o filme ser politicamente correcto até metem para lá uma preta a abortar e diga-se de passagem que são muito boas naquilo também. Acho que no próximo campeonato da Europa de abortos já não deve haver divisão racial.
Os abortos sucedem-se. Uns aos outros, portanto. Mas um dia há que corre mal e a gaja fica assim meio fodida com olheiras e muito mais bonita do que era antes de fazer o aborto e estar toda arranjadinha e quase morre.
Então aparece a polícia que vai logo “tomar conta da ocorrência”, inquirir “a queixosa que se fazia acompanhar da respectiva mãe”, abrir um “inquérito sumário”, entrevistar “testemunhas da ocorrência” e lá mais essas coisas que se fazem e zás! Chegam mesmo a meio da parte em que eles estão a festejar um noivado e o “prenhice” daquela que gostava de levar com ele à canzana.
Entorna-se o caldo e é altura de se dizer “co’a breca, diabos me levem”.
Depois pronto. Acontecem assim “cenas” e “coisa-se” tudo no fim e há um gajo que estava a dormir na sala que acorda e diz: “isto é que foi um granda filme hã?” e ri-se como um porco e saímos todos para ir fumar e ligar os telemóveis como se faz sempre à saída do cinema. Sem ser aqueles que põem os telemóveis apenas no silêncio porque esperam que “aquele grelo que estive quase a comer no sábado de há três semanas atrás” finalmente ligue para combinar aquele café.
O aborto é mau – diz Deus e o Paulo Portas. Vera Drake é muito bom.
Vera Drake - :D~
:O~ <- vómito (filmes tipo AI, Matrix 2 e 3)
:O <- filmes “preferia ter gasto a guita em cerveja, droga ou cigarros”
:| <- filmes “naquela”
:) <- filmes médio-fixe ou “nice”
:D <- filmes “cum gajo até acha que coiso e tal e diz aos outros para irem ver”
:D~ <- filmes que “sim senhoras”
O aborto
Antes de ir ao cinema já sabia que ia ver um filme sobre o aborto. “Mas o Paulo Portas entra?” – pergunta a minha enorme massa de fãs. Não. É sobre o aborto mesmo. A cena dos ferros e das raspagens e das bombinhas de borracha. Parece magia. Sobre as gajas que em vez de meterem um “conhé” de tripa de porco para evitar “cenas”, preferem fazê-lo como o acorde de Sol Maior <- esta piada é tão boa que me custa acreditar que fui eu que a criou. Aposto que ninguém vai perceber e depois vão todos dizer que não havia piada nenhuma e mais não sei o quê que se costuma dizer nestas situações em que alguém inventa uma piada que mais ninguém percebe.
Quando olhei para as personagens percebi porque, nalguns casos, sou a favor do aborto. São feios e enrugados e com riscos ao lado e brilhantina e fatos de camurça e aquele tecido às risquinhas em relevo que não sei bem o nome mas que todos os pobres usam e que estão comummente cheios de nódoas de esperma seco das prostitutas que frequentam e manchas de óleo da oficina onde trabalham.
Vai daí, há uma gaja que faz abortos, com tubos e um ralador de queijo e uma esponja e uma caixinha de metal que parece daquelas dos biscoitos ingleses que são comidos com o chá.
E fá-los assim em série, mais ou menos como a linha de montagem daqueles carros que são feitos em linhas de montagem. Isto é, com certeza, uma figura de estilo. E como todos já sabem, em termos de figuras de estilo, eu sou o maior de Portugal e o segundo melhor da Europa. Parece que há um romeno que também já é muito bom mas como a esperança média de vida na Roménia são 4 anos, significa que já falta pouco para eu me tornar no melhor da Europa e ter apuramento directo para os campeonatos do mundo.
Entretanto bebe-se chá. Muito chá. Parece-me que os ingleses bebem chá como nós cá bebemos vinho tinto e acabamos com cirroses e cancro no fígado e aquelas manchas nas mãos e na pele como o Conan O’Brien. Felizmente, o chá só dá vontade de ir à casa de banho mais vezes. Nem provoca infecções urinárias nem outras coisas. Pode é provocar cancro na próstata se um gajo aguentar muito a cena e ficar assim à rasquinha muitas vezes. Além disso, perde-se também toda a elasticidade na bexiga, que é como um balão. Quando é muito cheia e esvaziada muitas vezes perde a elasticidade. E depois começa-se a largar pinguinhas quando nos baixamos para apanhar livros ou rir com mais força – também dá direito a peidos para quem não tem o meu controlo anal - levantar vasos ou fazer dessas coisas que as pessoas mais pobres têm de fazer porque não podem contratar pessoas ainda mais pobres que as façam por eles.
Depois aparece uma que trafica várias coisas de mercearia e é, mais ou menos, a manager da gaja que faz os abortos.
Depois há um que é mecânico, o gajo que é casado com a Vera Drake – a dos abortos - e o filho alfaiate e o irmão do mecânico que é o dono da oficina que tem uma mulher que vê-se mesmo que gosta de ser comida por trás à canzana e que lhe chamem nomes.
Tudo corre bem. Até a filha da gaja que faz os abortos arranja um tipo que acaba por ter o maior Natal da vida (palavras do próprio, não quero que pensem que estou a inventar – que Deus me fulmine já aqui se não estou a dizer a verdade - … - nada aconteceu) e que se até ele consegue uma gaja porque é que eu não hei-de conseguir? Mistério.
Para o filme ser politicamente correcto até metem para lá uma preta a abortar e diga-se de passagem que são muito boas naquilo também. Acho que no próximo campeonato da Europa de abortos já não deve haver divisão racial.
Os abortos sucedem-se. Uns aos outros, portanto. Mas um dia há que corre mal e a gaja fica assim meio fodida com olheiras e muito mais bonita do que era antes de fazer o aborto e estar toda arranjadinha e quase morre.
Então aparece a polícia que vai logo “tomar conta da ocorrência”, inquirir “a queixosa que se fazia acompanhar da respectiva mãe”, abrir um “inquérito sumário”, entrevistar “testemunhas da ocorrência” e lá mais essas coisas que se fazem e zás! Chegam mesmo a meio da parte em que eles estão a festejar um noivado e o “prenhice” daquela que gostava de levar com ele à canzana.
Entorna-se o caldo e é altura de se dizer “co’a breca, diabos me levem”.
Depois pronto. Acontecem assim “cenas” e “coisa-se” tudo no fim e há um gajo que estava a dormir na sala que acorda e diz: “isto é que foi um granda filme hã?” e ri-se como um porco e saímos todos para ir fumar e ligar os telemóveis como se faz sempre à saída do cinema. Sem ser aqueles que põem os telemóveis apenas no silêncio porque esperam que “aquele grelo que estive quase a comer no sábado de há três semanas atrás” finalmente ligue para combinar aquele café.
O aborto é mau – diz Deus e o Paulo Portas. Vera Drake é muito bom.
Vera Drake - :D~
:O~ <- vómito (filmes tipo AI, Matrix 2 e 3)
:O <- filmes “preferia ter gasto a guita em cerveja, droga ou cigarros”
:| <- filmes “naquela”
:) <- filmes médio-fixe ou “nice”
:D <- filmes “cum gajo até acha que coiso e tal e diz aos outros para irem ver”
:D~ <- filmes que “sim senhoras”
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2005
rui costanza
O Rui Unas quando faz aquela cara de "maior idiota da televisão portuguesa" fica igualzinho ao George Costanza quando faz a cara "So, please, a little respect, for I am Costanza, Lord of the Idiots".
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2005
o funeral
Num funeral o morto é sempre o tipo mais bem vestido. Um gajo veste dois ou três trapinhos lá do armário na parte "roupa-escura-que-um-gajo-até-pode-levar-para-os-funerais" e basta aparecer e fazer cara de caso e ter conversas como "Isto a vida é assim, é como um combate" e fazer os gestos como se estivesse a lutar boxe.
As velhinhas comentam sempre: "Que lindo que estava. Nunca vi um morto tão bonito.". Para quê? Dali a duas ou três semanas já as "formigas" comeram aquilo tudo. E o fato que "custou os olhos da cara" já nem para pano-da-casa-de-banho servia.
A única razão que me parece válida para o fato é se, no Além, houver assim mega-festas todas semanas e que o porteiro for aquele do Kremlin que foi baleado. E um gajo já sabe que de calças de ganga e ténis fica de fora.
Mas isso do fato e tal um gajo até quer estar bonito para as miúdas que vão a funerais. E como toda a gente sabe, não há gaja nenhuma que não fique altamente fodível de preto.
A cena que realmente mexe comigo são os óculos. Então um gajo é enterrado de óculos? É verdade que quando se morre assim velho tem-se bons descontos nas armações "Carlos e Catarina" da Multiópticas"... mas... não é que um gajo vá ler muito não é? Nem sequer uma revista, nem um cartãozinho, nem sequer o jornal do dia ou da região.
Nem vou entrar pela maquilhagem. Nem sequer cremes ponho e quando morrer pintam-me de cor de rosa? Não obrigado.
As velhinhas comentam sempre: "Que lindo que estava. Nunca vi um morto tão bonito.". Para quê? Dali a duas ou três semanas já as "formigas" comeram aquilo tudo. E o fato que "custou os olhos da cara" já nem para pano-da-casa-de-banho servia.
A única razão que me parece válida para o fato é se, no Além, houver assim mega-festas todas semanas e que o porteiro for aquele do Kremlin que foi baleado. E um gajo já sabe que de calças de ganga e ténis fica de fora.
Mas isso do fato e tal um gajo até quer estar bonito para as miúdas que vão a funerais. E como toda a gente sabe, não há gaja nenhuma que não fique altamente fodível de preto.
A cena que realmente mexe comigo são os óculos. Então um gajo é enterrado de óculos? É verdade que quando se morre assim velho tem-se bons descontos nas armações "Carlos e Catarina" da Multiópticas"... mas... não é que um gajo vá ler muito não é? Nem sequer uma revista, nem um cartãozinho, nem sequer o jornal do dia ou da região.
Nem vou entrar pela maquilhagem. Nem sequer cremes ponho e quando morrer pintam-me de cor de rosa? Não obrigado.
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2005
a insustentável leveza do ser
Pensava que era imortal. Mas então apercebo-me que, em menos de um ano, assisti à partida de dois colossos do cinema mundial. Agora acredito que toda a gente morre.
Adeus Marlon Brando.
Adeus Canto e Castro.
Adeus Marlon Brando.
Adeus Canto e Castro.
é roto? afinal não.
Les choristes - Os coristas
Pá…
Coros, internatos, colégios particulares, peões, directores e enfermeiros soa sempre a enrabadela. Miúdos com os músculos anais inflamados de tanto comerem no rego, a prostituírem-se por cigarros, com roupas velhas e rasgadas, a contraírem sida e a pegá-la à própria mãe por partilharem a mesma gilette. Quartos frios e mais húmidos que os lábios vaginais de um grupo de colegiais. Manchas na parede. Vómitos de esperma fresco do enfermeiro. O Carlos Cruz. Irmãs violadas desde os 12 anos pelo padrasto que é camionista e quando lhe perguntam porquê reponde liminarmente: “alguém tinha de ser o primeiro”. Esperto o homem. Não anda cá a criar carne para os outros comerem. Sinais e verrugas. Manchas na pele. Nódoas negras em volta dos tornozelos – “é onde nos agarram enquanto nos vão ao cu” – diz o Carlitos. Pilas pequenas mas erectas. Cheiro a chulé. Maxilar de baixo saído. Colchões de palha em camas de molas que rangem. O miúdo mais pequeno a rodar todos na mesma noite. O cozinheiro bom amigo. O miúdo que até podia ser um génio se não levasse com mais quilómetros de chouriço que qualquer charcutaria. Os Invernos e a chuva. Duches frios com o sacristão a masturbar-se por trás do buraquinho na parede. Rectos com pontos. Esperma seco em toda a parte. O chão a colar aos pés. Isto são os internatos/orfanatos do nosso imaginário.
Felizmente este filme não tem nada disso. Foi uma surpresa. Todos parecem pedófilos. Todos os miúdos parecem abusados durante vários anos. O colégio parece cheirar a esperma seco nas paredes, nos lençóis, nos colchões, nas camisolas de malha coçadas nos ombros e rotas nas costas, perto dos ombros.
Logo no início, dois velhos encontram-se e partilham memórias do passado. Colectadas por uma personagem que pensei logo ser o miúdo que se suicidaria por algum motivo. Ou então seria empurrado da torre mais alta, porque sabia de mais (de saber ou de sabor) e chegaria ao chão feito em farelos. Seria preciso uma espátula ou várias tiras de fita adesiva para arrancar os bocadinhos mais pegajosos do chão. Depois alguém, em voz off, diria que “a marca ainda lá está, para nos lembrar blá blá blá” – filme da tanga. Afinal não. Era o peão.
Para quem não sabe qual é a função de um peão… bom, eu também não sei. Afinal há coisas que nem eu sei.
O peão é um tipo gordo e careca. Fofo. Desprezado pelas mulheres (tipo eu, mas em gordo e careca e sem metade da minha postura tuberculosa). Daqueles moles que, no típico filme americano, acha que vai conseguir ajudar os miúdos a serem alguém nada vida e não só falha mas acaba sem gaja e num T0 a coçar os testículos que entretanto descaíram e aumentaram devido ao cancro que lhe atacou o esquerdo de tanto bater com eles no chão.
Este consegue. Afinal os franceses são mais que um bando de parasitas que cheiram a sovaco misturado com perfume e usam camisolas às riscas suadas debaixo dos braços onde seguram a baguete que hão-de (hádem) comer ao almoço.
Tudo acontece quando os rapazinhos (:|) que lhe roubam a pasta e depois encontram folhas de música. Pautas. Vem de pau - mais um indício de paneleirices. E ele se ajoelha para as apanhar – indício de mamada. E outra vez nada.
Aqui comecei a pensar: “queres ver que este filme não tem “coisas” e é só mesmo um filme sobre um orfanato e um coro de miúdos que conseguiu manter a anilha fechada pelo menos até aos exames à próstata dos 50 anos para cima?”.
O peão decide formar um coro com os miúdos. Consegue mesmo pô-los a cantar. E um deles é a estrela. Ainda tem a voz não queimada pelo esperma que poderia ter ingerido caso fosse um dos internatos da nossa imaginação.
Entretanto aparece a mãe desse chaval. Claro que o peão, como não deve mandar uma queca há mais tempo que eu, tenta logo saltar-lhe à espinha. Mas ela é esperta e arranja mas é um engenheiro. Entretanto aparece o mau. Um miúdo que fuma e tem mais barba que eu. Como é mau acabam por levá-lo para um sítio com maus ainda mais maus (e não piores, porque antes de um adjectivo usa-se sempre “mais” – especialmente quando se fala de mim - ou “menos” – quando se fala de vocês. Sim, tu que estás a ler isto ó) porque pensavam que ele tinha feito para lá umas coisas. Bom mas depois isso vocês logo vêem.
No fim cantam todos para a gaja que dá lá a guita para aquilo se manter. Depois arde tudo. Depois coiso e tal e no fim acaba tudo bem. Mesmo à conto. Simples como o café sem açúcar. Como o whisky sem gelo. Como as cuecas sem risca castanha atrás.
Os coristas - :D
:O~ <- vómito (filmes tipo AI, Matrix 2 e 3)
:O <- filmes “preferia ter gasto a guita em cerveja, droga ou cigarros”
:| <- filmes “naquela”
:) <- filmes médio-fixe ou “nice”
:D <- filmes “cum gajo até acha que coiso e tal e diz aos outros para irem ver”
:D~ <- filmes que “sim senhoras”
Pá…
Coros, internatos, colégios particulares, peões, directores e enfermeiros soa sempre a enrabadela. Miúdos com os músculos anais inflamados de tanto comerem no rego, a prostituírem-se por cigarros, com roupas velhas e rasgadas, a contraírem sida e a pegá-la à própria mãe por partilharem a mesma gilette. Quartos frios e mais húmidos que os lábios vaginais de um grupo de colegiais. Manchas na parede. Vómitos de esperma fresco do enfermeiro. O Carlos Cruz. Irmãs violadas desde os 12 anos pelo padrasto que é camionista e quando lhe perguntam porquê reponde liminarmente: “alguém tinha de ser o primeiro”. Esperto o homem. Não anda cá a criar carne para os outros comerem. Sinais e verrugas. Manchas na pele. Nódoas negras em volta dos tornozelos – “é onde nos agarram enquanto nos vão ao cu” – diz o Carlitos. Pilas pequenas mas erectas. Cheiro a chulé. Maxilar de baixo saído. Colchões de palha em camas de molas que rangem. O miúdo mais pequeno a rodar todos na mesma noite. O cozinheiro bom amigo. O miúdo que até podia ser um génio se não levasse com mais quilómetros de chouriço que qualquer charcutaria. Os Invernos e a chuva. Duches frios com o sacristão a masturbar-se por trás do buraquinho na parede. Rectos com pontos. Esperma seco em toda a parte. O chão a colar aos pés. Isto são os internatos/orfanatos do nosso imaginário.
Felizmente este filme não tem nada disso. Foi uma surpresa. Todos parecem pedófilos. Todos os miúdos parecem abusados durante vários anos. O colégio parece cheirar a esperma seco nas paredes, nos lençóis, nos colchões, nas camisolas de malha coçadas nos ombros e rotas nas costas, perto dos ombros.
Logo no início, dois velhos encontram-se e partilham memórias do passado. Colectadas por uma personagem que pensei logo ser o miúdo que se suicidaria por algum motivo. Ou então seria empurrado da torre mais alta, porque sabia de mais (de saber ou de sabor) e chegaria ao chão feito em farelos. Seria preciso uma espátula ou várias tiras de fita adesiva para arrancar os bocadinhos mais pegajosos do chão. Depois alguém, em voz off, diria que “a marca ainda lá está, para nos lembrar blá blá blá” – filme da tanga. Afinal não. Era o peão.
Para quem não sabe qual é a função de um peão… bom, eu também não sei. Afinal há coisas que nem eu sei.
O peão é um tipo gordo e careca. Fofo. Desprezado pelas mulheres (tipo eu, mas em gordo e careca e sem metade da minha postura tuberculosa). Daqueles moles que, no típico filme americano, acha que vai conseguir ajudar os miúdos a serem alguém nada vida e não só falha mas acaba sem gaja e num T0 a coçar os testículos que entretanto descaíram e aumentaram devido ao cancro que lhe atacou o esquerdo de tanto bater com eles no chão.
Este consegue. Afinal os franceses são mais que um bando de parasitas que cheiram a sovaco misturado com perfume e usam camisolas às riscas suadas debaixo dos braços onde seguram a baguete que hão-de (hádem) comer ao almoço.
Tudo acontece quando os rapazinhos (:|) que lhe roubam a pasta e depois encontram folhas de música. Pautas. Vem de pau - mais um indício de paneleirices. E ele se ajoelha para as apanhar – indício de mamada. E outra vez nada.
Aqui comecei a pensar: “queres ver que este filme não tem “coisas” e é só mesmo um filme sobre um orfanato e um coro de miúdos que conseguiu manter a anilha fechada pelo menos até aos exames à próstata dos 50 anos para cima?”.
O peão decide formar um coro com os miúdos. Consegue mesmo pô-los a cantar. E um deles é a estrela. Ainda tem a voz não queimada pelo esperma que poderia ter ingerido caso fosse um dos internatos da nossa imaginação.
Entretanto aparece a mãe desse chaval. Claro que o peão, como não deve mandar uma queca há mais tempo que eu, tenta logo saltar-lhe à espinha. Mas ela é esperta e arranja mas é um engenheiro. Entretanto aparece o mau. Um miúdo que fuma e tem mais barba que eu. Como é mau acabam por levá-lo para um sítio com maus ainda mais maus (e não piores, porque antes de um adjectivo usa-se sempre “mais” – especialmente quando se fala de mim - ou “menos” – quando se fala de vocês. Sim, tu que estás a ler isto ó) porque pensavam que ele tinha feito para lá umas coisas. Bom mas depois isso vocês logo vêem.
No fim cantam todos para a gaja que dá lá a guita para aquilo se manter. Depois arde tudo. Depois coiso e tal e no fim acaba tudo bem. Mesmo à conto. Simples como o café sem açúcar. Como o whisky sem gelo. Como as cuecas sem risca castanha atrás.
Os coristas - :D
:O~ <- vómito (filmes tipo AI, Matrix 2 e 3)
:O <- filmes “preferia ter gasto a guita em cerveja, droga ou cigarros”
:| <- filmes “naquela”
:) <- filmes médio-fixe ou “nice”
:D <- filmes “cum gajo até acha que coiso e tal e diz aos outros para irem ver”
:D~ <- filmes que “sim senhoras”
é racismo
Um gajo normal (branco, heterossexual e ateu - duma minoria portanto) deixa de poder fazer piadas sobre os outros que não sejam também normais. Só às escondidas e baixinho depois de olhar por cima do ombro a ver se vem lá algum preto, já que os judeus (menos na altura da moda do pin da estrelinha - hoje é o pin dos Ramones que está na moda, não entre os judeus mas entre as pessoas que gostam de achar que estão na moda, tipo eu mas sem o pin dos Ramones, até porque eu não gosto de bandas com menos elementos vivos que os Beatles) e os paneleiros não são reconhecíveis à distância (a não ser quando têm de carregar o hemorróidas num saco de plástico).
Um preto vai aos prémios da mtv e faz todo o tipo de insinuações de como as pilas dos brancos parecem uma almôndega, do porquê de todos os pretos serem ladrões, porque é que se diz que forem eles que inventaram a sida e porque é que quando as pessoas vêem um preto a correr pensam logo: "já roubou alguma coisa",... não pode é ter apontamentos de como os judeus são uns porcos com a mania da perseguição nem porque é que os paneleiros preferem alheiras a enchidos de porco. Por outro lado, os judeus podem fazer todo o tipo de piadas sobre as contas de gás do reich, "se ouvisse mais Wagner saía da ópera e invadia a Polónia", sobre circuncisões, sobre o porquê de os pretos não poderem ser circuncidados e das consequências directas para as indústrias das facas e dos curtumes. Os paneleiros ficam com a fatia mais fraca. Fazem piadas sobre malas e sapatos de marca e todas essas paneleirices que os paneleiros gostam de se apaneleirar com.
Quando se nasce com pack completo o humor deixa de ter limites. A não ser que se nasça fufa. Porque toda a gente sabe que as fufas não têm sentido de humor. Mesmo que sejam pretas ou judias. Ser fufa é o elemento absorvente do humor.
Um preto vai aos prémios da mtv e faz todo o tipo de insinuações de como as pilas dos brancos parecem uma almôndega, do porquê de todos os pretos serem ladrões, porque é que se diz que forem eles que inventaram a sida e porque é que quando as pessoas vêem um preto a correr pensam logo: "já roubou alguma coisa",... não pode é ter apontamentos de como os judeus são uns porcos com a mania da perseguição nem porque é que os paneleiros preferem alheiras a enchidos de porco. Por outro lado, os judeus podem fazer todo o tipo de piadas sobre as contas de gás do reich, "se ouvisse mais Wagner saía da ópera e invadia a Polónia", sobre circuncisões, sobre o porquê de os pretos não poderem ser circuncidados e das consequências directas para as indústrias das facas e dos curtumes. Os paneleiros ficam com a fatia mais fraca. Fazem piadas sobre malas e sapatos de marca e todas essas paneleirices que os paneleiros gostam de se apaneleirar com.
Quando se nasce com pack completo o humor deixa de ter limites. A não ser que se nasça fufa. Porque toda a gente sabe que as fufas não têm sentido de humor. Mesmo que sejam pretas ou judias. Ser fufa é o elemento absorvente do humor.
sábado, 29 de janeiro de 2005
eu
Nos tempos em que fodia (já faz quase 9 meses – há bebés com vidas mais curtas que isto, por exemplo, quando os deixam cair de cabeça no chão da cozinha ou os abandonam num contentor do lixo porque têm uma deformação congénita na cabeça que os faz parecer com uma pata de porco) vinha-me sempre depressa. Acho que é do nervoso. Embora disfarce com o célebre “Um gajo quer é vir-se para depois ir fumar pá frente da televisão”. Claro que isto não é bem assim. Acho que é castigo. Deus achou que, por me ter feito tão belo e com uma pila que parece duas alheiras de mirandela presas por um fio, eu devia vir-me depressa. Assim foi. Como é sabido contra a vontade do Senhor nada se pode fazer.
o homem foi feito para guerrear
A costa dos murmúrios
As portuguesas e a gilette
Antes só se via pachacha nos filmes franceses. Mesmo antes de saber que Godard não era um creme para as varizes ou que o Lang era mais que um jogador do Sporting, já via filmes franceses, daqueles antigos, na esperança de vislumbrar um pachacha não-aparada. Era moda. Naquele tempo as pessoas morriam com os pêlos com que nasciam. Não havia Internet. As revistas eram difíceis de esconder. E muitas vezes, quando estas revistas eram dos avôs (plural de avô, e não avós), as páginas vinham coladas. Por isso, o único remédio para as crianças como eu, no início da atracção pachachial, era os filmes franceses. Franceses e pachacha, durante muito tempo, foram sinónimos.
Crescemos. E só até muito mais tarde é que percebemos que a pachacha não era apenas um monte de pêlos encaracolados e com mais volume que muitos novelos de lã, mas que havia lá uns bifes pendurados que eram realmente a “a cena”.
É “cool” para os vários artistas, quer de cinema quer de teatro, passarem a imagem de que estão à vontade com a nudez. Eu estou. E eu sou um artista, portanto sei do que falo. Gosto especialmente quando são gajas a despirem-se. E depois quando se deitam juntas e quando a probabilidade de 69 aumenta exponencialmente.
Quem ficou com uma mega-erecção com a cena seminal (<- vou usar esta palavra daqui para a frente em todas estas coisas) de fufice (vem de fufa) no “Mulholland Drive” (sou o único que escreve bem o nome deste filme. O truque é escrever Mul seguido de Holland, como no país) não ficará desapontado com esta. Está iminente desde certa altura que “as gajas vão-se comer”.
Isto é quase começar pelo fim. E já cá volto porque se há coisa que eu gosto é de gajas a comerem-se.
Filmes Tejo apresenta…
A costa dos múrmurios.
O grelo que foi comigo disse-me logo: “aposto que o filme deve ser ‘granda’ seca”. Eu cá disse (porque não me calha muitas vezes ir ao cinema com grelo e, como tal, convém agradar): “epá, ‘eles’ dizem bem”. A entidade “Eles” que faz e diz quase tudo. Um dos melhores exemplos da entidade aconteceu uma vez em casa da minha avó. Estávamos a almoçar (devia ser peixe espada grelhado - e como eu gosto de peixe espada grelhado!) e tínhamos sempre a “tuvisão” ligada nas notícias. A minha avó apanha apenas parte duma frase que falava do Casal Ventoso, referindo-se-lhe como “um supermercado de droga”. Vai daí comenta para a empregada: “está a ver? Está a ver? “Eles” agora até têm um supermercado onde vendem droga.”.
O resto do pessoal cortou-se porque “isso não passa de um filme de pretos com gajas com mamas tipo passas de uva”. Em parte é verdade. Tudo o que não é branco tem as mamas tipo passa de uva.
Como o filme tinha duas horas, fui mijar antes de começar porque os meus rins, como aliás tudo no meu belo corpo de princesa, funciona às maravilhas e já sei que me ia dar um mega-ataque de vontade de mijar caso não mijasse antes (a repetição é uma figura de estilo que, sorte das sortes, se chama repetição). Uma vez, num dos piores filmes que vi este ano – “Wanda” -, saí da sala quase sem sentir as pernas de tão cheia que tinha a bexiga.
Afinal era um filme como todos os outros filmes portugueses que um gajo pensa duas vezes antes de ir ver porque “é cinema português”. As interpretações, fora do leque de actores principais, cheiram a ranço. Os choros pelos mortos são inacreditavelmente maus. Não passam de guinchos repetitivos e sem sentido. Um pouco como a Diamanda Galás mas em preto.
Então aquilo é passado no fim da guerra colonial, em Moçambique, onde (e esses é que eram os tempos) as mulheres ficavam em casa a cozinhar e a manter as mamas firmes com soutiens daqueles em bico, enquanto os homens vão trabalhar – neste caso, rebentar pretos com AKs – e depois quando voltam, já foram encornados várias vezes e se tivessem o olfacto suficientemente apurado quase poderiam cheirar o esperma, ainda fresco, que pinga das ratas não lavadas das suas mulheres.
Todos os militares são versões mais novas do Ramalho Eanes. Óculos escuros tipo PSP e patilhame comprido. As gajas são loiraças sedentas de pau.
E lá vão eles para a guerra numa terra com nomes castiços como Mulamba, Cassimbaia ou Lélélé. As gajas dos gajos que foram para a guerra ficam em casa e visitam-se umas às outras (neste caso são só duas), bebem chá e laranjadas, passeiam-se com o “look” pachacha-filme-francês-que-falei-há-bocado e, nos intervalos, mandam quecas em tudo o que mexa e seja branco. Branco porque, como é do conhecimento geral, foram os pretos que inventaram a sida.
Menção especial para a participação do Blob – Outro tipo de terror – que aparece em cima de uma cama e come a Beatriz Batarda.
Depois de comer este, e não satisfeita, a puta (e basicamente todas as gajas são umas putas), ainda vai comer outro que também é jornalista como o Blob. E comem-se várias vezes. Depois é a vez dela (Beatriz Batarda – que diga-se é bastante comível) comer a mulher do outro que também é militar e a quem a gaja já encornou no passado. E este é o auge do filme. Qual “Mulholland Drive” qual quê. Qual Naomi Watts qual quê. Isto sim. É sensualidade ao melhor nível. A grande diferença é no volume de pintelheira. No cinema português, e penso que posso falar das mulheres portuguesas em geral – porque eu, como verdadeiro sex-symbol da juventude portuguesa, já comi um número de gajas estatisticamente suficiente para saber do que falo -, a pintelheira é um “deixa andar que amanhã rapo”. Epá, não falo daquele cinema mais antigo. Acredito que a Beatriz Costa tivesse quase um capachinho “lá” que se adequava perfeitamente à “almôndega” suada do Vasco Santana. Mas agora podiam ter mais cuidado. Eu sei que é um filme de época mas aposto que no “Joana d’Arc” a Milla Jovovich tinha, no mínimo, um moicano.
Os momentos mais hilariantes do filme são quando se vê um preto a varrer o chão a uma varanda que está quase a ser arrancada pelo vento e se vê o lixo a redemoinhar sem nunca tocar na vassoura que ele agita sem qualquer sentido e a chuva que, por algum motivo mágico, só cai por cima do objecto que está a ser filmado estando sol no resto do ecrã.
No fim acaba como se espera e não há grande coisa a dizer a não ser que, apesar de não ser um mau filme, é uma seca do caraças. E não é que a gaja que foi comigo gostou mesmo? “Ele” há coisas.
A costa dos murmúrios - :|
:O~ <- vómito (filmes tipo AI, Matrix 2 e 3)
:O <- filmes “preferia ter gasto a guita em cerveja, droga ou cigarros”
:| <- filmes “naquela”
:) <- filmes médio-fixe ou “nice”
:D <- filmes “cum gajo até acha que coiso e tal e diz aos outros para irem ver”
:D~ <- filmes que “sim senhoras”
As portuguesas e a gilette
Antes só se via pachacha nos filmes franceses. Mesmo antes de saber que Godard não era um creme para as varizes ou que o Lang era mais que um jogador do Sporting, já via filmes franceses, daqueles antigos, na esperança de vislumbrar um pachacha não-aparada. Era moda. Naquele tempo as pessoas morriam com os pêlos com que nasciam. Não havia Internet. As revistas eram difíceis de esconder. E muitas vezes, quando estas revistas eram dos avôs (plural de avô, e não avós), as páginas vinham coladas. Por isso, o único remédio para as crianças como eu, no início da atracção pachachial, era os filmes franceses. Franceses e pachacha, durante muito tempo, foram sinónimos.
Crescemos. E só até muito mais tarde é que percebemos que a pachacha não era apenas um monte de pêlos encaracolados e com mais volume que muitos novelos de lã, mas que havia lá uns bifes pendurados que eram realmente a “a cena”.
É “cool” para os vários artistas, quer de cinema quer de teatro, passarem a imagem de que estão à vontade com a nudez. Eu estou. E eu sou um artista, portanto sei do que falo. Gosto especialmente quando são gajas a despirem-se. E depois quando se deitam juntas e quando a probabilidade de 69 aumenta exponencialmente.
Quem ficou com uma mega-erecção com a cena seminal (<- vou usar esta palavra daqui para a frente em todas estas coisas) de fufice (vem de fufa) no “Mulholland Drive” (sou o único que escreve bem o nome deste filme. O truque é escrever Mul seguido de Holland, como no país) não ficará desapontado com esta. Está iminente desde certa altura que “as gajas vão-se comer”.
Isto é quase começar pelo fim. E já cá volto porque se há coisa que eu gosto é de gajas a comerem-se.
Filmes Tejo apresenta…
A costa dos múrmurios.
O grelo que foi comigo disse-me logo: “aposto que o filme deve ser ‘granda’ seca”. Eu cá disse (porque não me calha muitas vezes ir ao cinema com grelo e, como tal, convém agradar): “epá, ‘eles’ dizem bem”. A entidade “Eles” que faz e diz quase tudo. Um dos melhores exemplos da entidade aconteceu uma vez em casa da minha avó. Estávamos a almoçar (devia ser peixe espada grelhado - e como eu gosto de peixe espada grelhado!) e tínhamos sempre a “tuvisão” ligada nas notícias. A minha avó apanha apenas parte duma frase que falava do Casal Ventoso, referindo-se-lhe como “um supermercado de droga”. Vai daí comenta para a empregada: “está a ver? Está a ver? “Eles” agora até têm um supermercado onde vendem droga.”.
O resto do pessoal cortou-se porque “isso não passa de um filme de pretos com gajas com mamas tipo passas de uva”. Em parte é verdade. Tudo o que não é branco tem as mamas tipo passa de uva.
Como o filme tinha duas horas, fui mijar antes de começar porque os meus rins, como aliás tudo no meu belo corpo de princesa, funciona às maravilhas e já sei que me ia dar um mega-ataque de vontade de mijar caso não mijasse antes (a repetição é uma figura de estilo que, sorte das sortes, se chama repetição). Uma vez, num dos piores filmes que vi este ano – “Wanda” -, saí da sala quase sem sentir as pernas de tão cheia que tinha a bexiga.
Afinal era um filme como todos os outros filmes portugueses que um gajo pensa duas vezes antes de ir ver porque “é cinema português”. As interpretações, fora do leque de actores principais, cheiram a ranço. Os choros pelos mortos são inacreditavelmente maus. Não passam de guinchos repetitivos e sem sentido. Um pouco como a Diamanda Galás mas em preto.
Então aquilo é passado no fim da guerra colonial, em Moçambique, onde (e esses é que eram os tempos) as mulheres ficavam em casa a cozinhar e a manter as mamas firmes com soutiens daqueles em bico, enquanto os homens vão trabalhar – neste caso, rebentar pretos com AKs – e depois quando voltam, já foram encornados várias vezes e se tivessem o olfacto suficientemente apurado quase poderiam cheirar o esperma, ainda fresco, que pinga das ratas não lavadas das suas mulheres.
Todos os militares são versões mais novas do Ramalho Eanes. Óculos escuros tipo PSP e patilhame comprido. As gajas são loiraças sedentas de pau.
E lá vão eles para a guerra numa terra com nomes castiços como Mulamba, Cassimbaia ou Lélélé. As gajas dos gajos que foram para a guerra ficam em casa e visitam-se umas às outras (neste caso são só duas), bebem chá e laranjadas, passeiam-se com o “look” pachacha-filme-francês-que-falei-há-bocado e, nos intervalos, mandam quecas em tudo o que mexa e seja branco. Branco porque, como é do conhecimento geral, foram os pretos que inventaram a sida.
Menção especial para a participação do Blob – Outro tipo de terror – que aparece em cima de uma cama e come a Beatriz Batarda.
Depois de comer este, e não satisfeita, a puta (e basicamente todas as gajas são umas putas), ainda vai comer outro que também é jornalista como o Blob. E comem-se várias vezes. Depois é a vez dela (Beatriz Batarda – que diga-se é bastante comível) comer a mulher do outro que também é militar e a quem a gaja já encornou no passado. E este é o auge do filme. Qual “Mulholland Drive” qual quê. Qual Naomi Watts qual quê. Isto sim. É sensualidade ao melhor nível. A grande diferença é no volume de pintelheira. No cinema português, e penso que posso falar das mulheres portuguesas em geral – porque eu, como verdadeiro sex-symbol da juventude portuguesa, já comi um número de gajas estatisticamente suficiente para saber do que falo -, a pintelheira é um “deixa andar que amanhã rapo”. Epá, não falo daquele cinema mais antigo. Acredito que a Beatriz Costa tivesse quase um capachinho “lá” que se adequava perfeitamente à “almôndega” suada do Vasco Santana. Mas agora podiam ter mais cuidado. Eu sei que é um filme de época mas aposto que no “Joana d’Arc” a Milla Jovovich tinha, no mínimo, um moicano.
Os momentos mais hilariantes do filme são quando se vê um preto a varrer o chão a uma varanda que está quase a ser arrancada pelo vento e se vê o lixo a redemoinhar sem nunca tocar na vassoura que ele agita sem qualquer sentido e a chuva que, por algum motivo mágico, só cai por cima do objecto que está a ser filmado estando sol no resto do ecrã.
No fim acaba como se espera e não há grande coisa a dizer a não ser que, apesar de não ser um mau filme, é uma seca do caraças. E não é que a gaja que foi comigo gostou mesmo? “Ele” há coisas.
A costa dos murmúrios - :|
:O~ <- vómito (filmes tipo AI, Matrix 2 e 3)
:O <- filmes “preferia ter gasto a guita em cerveja, droga ou cigarros”
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:) <- filmes médio-fixe ou “nice”
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terça-feira, 25 de janeiro de 2005
o "cancaro" e os primos "na" frança
O cancro é o novo "o meu primo na França". Praticamente toda a gente tem um ou conhece quem tenha.
Na geração anterior à nossa, os mais velhos diziam orgulhosos: "o meu primo lá da França...". Normalmente era taxista ou talhante. Mas lá as coisas não são nada como aqui. Lá trabalha-se. Vinham cá passar o Verão no Renault 12 comprado a prestações ou nas camionetas de 12 lugares que, normalmente, ficavam pelo caminho em acidentes brutais que incluíam garrafões de tinto e mulheres de bigode com o crânio esborrachado contra o pára-brisas. E a dentadura "que era nova e mal empregada" acabou esquecida presa no alcatrão duma localidade qualquer com nome de queijo.
Os primos "da" França cresceram. Tiveram filhos que não sabem falar português. Vivem em cidades-dormitório que correspondem cá a Odivelas ou Almada mas em que os pretos são monhés e o cheiro a catinga é suavizado para caril. E hoje já não é prestígio nenhum ter primos "na" França.
Hoje é o cancro. Toda a gente que importa conhece alguém que tenha cancro. Claro que o cancro não vem passar férias a Portugal em Renault 12. Muito menos tem acidentes na estrada. Limita a pegar-se pelo cu e a alojar-se no cólon. A meter-se no estômago desde que "eles" inventaram que agora se deve comer vegetais. Nos pulmões quando os lóbis dos chupa-chupas inventaram que fumar faz cancro. Eu cá só deixo de fumar quando ficar sem dedos para segurar o cigarro.
Na geração anterior à nossa, os mais velhos diziam orgulhosos: "o meu primo lá da França...". Normalmente era taxista ou talhante. Mas lá as coisas não são nada como aqui. Lá trabalha-se. Vinham cá passar o Verão no Renault 12 comprado a prestações ou nas camionetas de 12 lugares que, normalmente, ficavam pelo caminho em acidentes brutais que incluíam garrafões de tinto e mulheres de bigode com o crânio esborrachado contra o pára-brisas. E a dentadura "que era nova e mal empregada" acabou esquecida presa no alcatrão duma localidade qualquer com nome de queijo.
Os primos "da" França cresceram. Tiveram filhos que não sabem falar português. Vivem em cidades-dormitório que correspondem cá a Odivelas ou Almada mas em que os pretos são monhés e o cheiro a catinga é suavizado para caril. E hoje já não é prestígio nenhum ter primos "na" França.
Hoje é o cancro. Toda a gente que importa conhece alguém que tenha cancro. Claro que o cancro não vem passar férias a Portugal em Renault 12. Muito menos tem acidentes na estrada. Limita a pegar-se pelo cu e a alojar-se no cólon. A meter-se no estômago desde que "eles" inventaram que agora se deve comer vegetais. Nos pulmões quando os lóbis dos chupa-chupas inventaram que fumar faz cancro. Eu cá só deixo de fumar quando ficar sem dedos para segurar o cigarro.
segunda-feira, 24 de janeiro de 2005
os corta-unhas e outras homossexualidades
É das piores coisas que se podem partilhar. Imaginar que os outros cortaram os cantos gigantescos das unhas grandes do pé com o mesmo corta-unhas que vamos usar. E pior é cortar as unhas das mãos com um corta-unhas usado por outra pessoa para cortar as unhas dos pés. É interacção semi-erótica desfasada no tempo. “Eu dei-lhe uma massagem aos pés”. Não foi bem isso mas cortei as unhas das mãos com o corta-unhas que ela usou nos pés. Isto na rara possibilidade de eu alguma vez ter acesso a esse corta-unhas. É quase tão mau como a escova dos dentes. Mas enquanto partilhar a escova dos dentes até pode ser semi-erótico, se a gaja for boa e tiver mamas pelo umbigo e cuecas fio dental, partilhar o corta-unhas nunca o é. Nem que o fio seja dental à frente e atrás. Nem que só haja espaço no quarto para um devido à enormidade do seu mamedo. Há coisa que não devem ser partilhadas. Mas bater no fundo, é partilhar a pomada para os hemorróidas com aplicador. O caso do aplicador parece-me óbvio. Poderá quase ser homossexual. E se houver refluxo da pomada então o nível de gayzice torna-se máximo. Mesmo só a simples partilha do tubo de pomada torna-nos semi-homossexuais. Porque, seguindo a ordem normal das coisas, a aplicação de um creme anal será dedo-tubo dedo-esfíncter dedo-tubo dedo-esfíncter...Há novamente contacto anal com outra pessoa em tempos desfasados. Mas existe. Só na própria análise à próstata, devido à existência de luvas, e em parte pela bata também (“Está apenas a fazer o seu trabalho”, “Meter dedos no cú é o trabalho de qualquer proctologista”) é que o contacto pode não ser transformado num caso de homossexualidade séria.
Voltando um pouco atrás, que raio de médico escolhe como especialização proctologia? “Que faz na vida? Sou proctologista. Quê? Meto dedos no cú. No seu? Não. No dos outros.”.
A mim parece-me que certas especializações não se escolhem. Pediatra por exemplo. É sabido que estes puxam a pele do prepúcio para trás a crianças até aos 14 anos, toca-lhes de maneiras que devem ter levado muita gente dentro, metem-lhes um pauzinho na boca para espreitar e ver qualquer coisa com a lanterninha de bolso. Ginecologista (ou como vi escrito num hospital no Porto, “Coisas das mulheres”). O ginecologista passa o dia com os dedos “lá dentro”. Isso conta como infidelidade? Porque é que ele pode e eu não? “Hoje meti-os em onze gajas”, diz ele para os amigos. Os amigos invejam-no. Se algum for mecânico, quanto muito ouviu os peidos do bate-chapas durante o almoço enquanto comia a sandes de entremeada. O único sítio onde meteu os dedos foi numa lata de óleo para procurar parafusos.
Não deve haver profissões mais invejadas. O problema são as relações. “Cheiras a rata. Estiveste com outra?”. Há sempre desculpa. "Estive a fazer o meu trabalho".
Voltando um pouco atrás, que raio de médico escolhe como especialização proctologia? “Que faz na vida? Sou proctologista. Quê? Meto dedos no cú. No seu? Não. No dos outros.”.
A mim parece-me que certas especializações não se escolhem. Pediatra por exemplo. É sabido que estes puxam a pele do prepúcio para trás a crianças até aos 14 anos, toca-lhes de maneiras que devem ter levado muita gente dentro, metem-lhes um pauzinho na boca para espreitar e ver qualquer coisa com a lanterninha de bolso. Ginecologista (ou como vi escrito num hospital no Porto, “Coisas das mulheres”). O ginecologista passa o dia com os dedos “lá dentro”. Isso conta como infidelidade? Porque é que ele pode e eu não? “Hoje meti-os em onze gajas”, diz ele para os amigos. Os amigos invejam-no. Se algum for mecânico, quanto muito ouviu os peidos do bate-chapas durante o almoço enquanto comia a sandes de entremeada. O único sítio onde meteu os dedos foi numa lata de óleo para procurar parafusos.
Não deve haver profissões mais invejadas. O problema são as relações. “Cheiras a rata. Estiveste com outra?”. Há sempre desculpa. "Estive a fazer o meu trabalho".
chinesices
2046 – 2046 (uma das melhores traduções de sempre)
“There ain’t no cure for love”
Leonard Cohen é Deus. Acho que toda a gente sabe isto mas é bom sempre lembrar. É mais ou menos o equivalente em Portugal ao Vítor Espadinha. O “I’m your man” corresponde ao “Recordar é viver” mais compasso menos compasso. Mais banana menos banana. Mais “If you want a lover I'll do anything you ask me to And if you want another kind of love I'll wear a mask for you If you want a partner Take my hand Or if you want to strike me down in anger Here I stand I'm your man If you want a boxer I will step into the ring for you And if you want a doctor I'll examine every inch of you If you want a driver Climb inside Or if you want to take me for a ride You know you can I'm your man Ah, the moon's too bright The chain's too tight The beast won't go to sleep I've been running through these promises to you That I made and I could not keep Ah but a man never got a woman back Not by begging on his knees Or I'd crawl to you baby And I'd fall at your feet And I'd howl at your beauty Like a dog in heat And I'd claw at your heart And I'd tear at your sheet I'd say please, please I'm your man And if you've got to sleep A moment on the road I will steer for you And if you want to work the street alone I'll disappear for you If you want a father for your child Or only want to walk with me a while Across the sand I'm your man” menos “If you want a lover I'll do anything you ask me to And if you want another kind of love I'll wear a mask for you If you want a partner Take my hand Or if you want to strike me down in anger Here I stand I'm your man If you want a boxer I will step into the ring for you And if you want a doctor I'll examine every inch of you If you want a driver Climb inside Or if you want to take me for a ride You know you can I'm your man Ah, the moon's too bright The chain's too tight The beast won't go to sleep I've been running through these promises to you That I made and I could not keep Ah but a man never got a woman back Not by begging on his knees Or I'd crawl to you baby And I'd fall at your feet And I'd howl at your beauty Like a dog in heat And I'd claw at your heart And I'd tear at your sheet I'd say please, please I'm your man And if you've got to sleep A moment on the road I will steer for you And if you want to work the street alone I'll disappear for you If you want a father for your child Or only want to walk with me a while Across the sand I'm your man”. A essência é a mesma. São os dois uns românticos assim como eu. Com a pequena diferença de que eu sou capaz de admitir que gosto de barrar as gajas com manteiga de amendoim e depois pegar em pequenas tostas de centeio e rapar a cena de cima delas e eles, como têm o estatuto global de grandes românticos, não o podem fazer sem sofrer as consequências. Arrasar-lhes-ia as carreiras.
Isto tudo para dizer que até o Leonard Cohen tem uma música má. “There ain’t no cure for love”.
Este Wong Kar wai (um chinoca, lá da China) só tinha feito grandes filmes. Nunca percebi a cena do “Chungking Express” mas de qualquer modo é um bom filme. Adorei o “Anjos caídos”. É o filme com maior “cenário” da história. Quando se é chinês e se tem um “cenário” daqueles pode-se fumar e consumir drogas e andar de pistolas aos tiros aos outros chinocas porque, o mais provável, é um gajo safar-se sempre. Deus ajuda quem é giro e tem um “granda cenário”. Dá-lhes carros rápidos, cerveja gelada e miúdas aos gritos a correr atrás deles e a fazer *schlec* *schlec* com os lábios vaginais.
Depois veio o “In the mood for love”, que é um dos grandes filmes. O maior dele. E um gajo habitua-se. Tem o tempo exacto. Não se perde em pachachices (sim, vem de pachacha) desnecessárias. Não tem pausas nem tempos mortos. Extraordinariamente bem filmado, realizado e “argumentado”
São todos filmes sobre desencontros. Antes da era dos telemóveis. Caso contrário, bastava mandar uma sms.
Mais um momento e….Mas a verdade é que sabem ser filmes.
Qualquer filme dele que saia é, automaticamente, comparado a este. É como a minha pila. É o termo de comparação para qualquer homem (dum modo perfeitamente heterossexual – é como os jogadores de futebol, podem-se apalpar e mexer nos tomates uns dos outros que não há crise porque, como toda a gente sabe, não há paneleirices no futebol). Na natação chamavam-me tripé. E vai daí pensei: “epá, o 2046 deve ser enorme”. Só é enorme em termos de tamanho.
Nunca tinha saído dum filme do Wong Kar Wai desapontado (nota: isto não significa que eu alguma vez tenha “entrado” num filme dele. Aqui, “entrado” pode ter, pelo menos, dois significados. Apenas um deles é o correcto. Entrar como contrário de sair – quem sabe um pouco de física até diz logo que entrar e sair é a mesma coisa, tudo depende do referencial).
Ele é assim o maior e eu esperava que este filme fosse assim o “In the mood for love” com droga. Afinal foi assim como aqueles pratos que um gajo pede no restaurante chinês, quando um gajo está com fome, aquilo marcha tudo mas depois, mais lá para o fim da refeição, já ninguém consegue com o “calil de gálinhá” ou com o “polco doce” e só apetece vomitar e pensar porque é que não fomos jantar todos àquela tasca ao pé do elevador da Bica. A verdade é que só os pobres, como a maioria de vocês deve ser, é que vão comer aos restaurantes chineses. Eu deixei de ir quando enriqueci à custa do meu negócio de prostituição e depois de me ter apercebido que, em Portugal, não há chineses velhos. Tenho uma teoria sobre o assunto à espera de ser publicada numa revista da especialidade. (Contactem para o mail anq@portugalmail.pt, caso estejam interessados.)
Estas divagações todas são só para encher porque eu sei muito pouco de cinema e procuro disfarçar desviando a atenção do que realmente importa. Também porque tenho muitas ideias sobre coisas que gostaria de escrever e mostrar como tenho, de longe, o sentido de humor mais apurado de Portugal.
Sobre o filme pouco há a dizer. Os truques de câmara estão lá todos. Os cigarros a arder devagarinho. Os trade marks do costume do Wong. A certeza de que o Tony Leung nunca morrerá de cancro do pulmão (como é do conhecimento geral, só os falhados é que apanham cancro). As personagens “lynchianas” (<- sou o maior ou quê?). As chinesices. Mamas. E está todo o mood for love. Falta é coerência. Parecem bocados desconexos. E aquela coisa toda do comboio e da ficção científica é absolutamente pateta/patética.
Epá, se gostam do homem, vejam o filme mas depois não digam que não vos avisei.
2046 - :|
:O~ <- vómito (filmes tipo AI, Matrix 2 e 3)
:O <- filmes “preferia ter gasto a guita em cerveja, droga ou cigarros”
:| <- filmes “naquela”
:) <- filmes médio-fixe ou “nice”
:D <- filmes “cum gajo até acha que coiso e tal e diz aos outros para irem ver”
:D~ <- filmes que “sim senhoras”
“There ain’t no cure for love”
Leonard Cohen é Deus. Acho que toda a gente sabe isto mas é bom sempre lembrar. É mais ou menos o equivalente em Portugal ao Vítor Espadinha. O “I’m your man” corresponde ao “Recordar é viver” mais compasso menos compasso. Mais banana menos banana. Mais “If you want a lover I'll do anything you ask me to And if you want another kind of love I'll wear a mask for you If you want a partner Take my hand Or if you want to strike me down in anger Here I stand I'm your man If you want a boxer I will step into the ring for you And if you want a doctor I'll examine every inch of you If you want a driver Climb inside Or if you want to take me for a ride You know you can I'm your man Ah, the moon's too bright The chain's too tight The beast won't go to sleep I've been running through these promises to you That I made and I could not keep Ah but a man never got a woman back Not by begging on his knees Or I'd crawl to you baby And I'd fall at your feet And I'd howl at your beauty Like a dog in heat And I'd claw at your heart And I'd tear at your sheet I'd say please, please I'm your man And if you've got to sleep A moment on the road I will steer for you And if you want to work the street alone I'll disappear for you If you want a father for your child Or only want to walk with me a while Across the sand I'm your man” menos “If you want a lover I'll do anything you ask me to And if you want another kind of love I'll wear a mask for you If you want a partner Take my hand Or if you want to strike me down in anger Here I stand I'm your man If you want a boxer I will step into the ring for you And if you want a doctor I'll examine every inch of you If you want a driver Climb inside Or if you want to take me for a ride You know you can I'm your man Ah, the moon's too bright The chain's too tight The beast won't go to sleep I've been running through these promises to you That I made and I could not keep Ah but a man never got a woman back Not by begging on his knees Or I'd crawl to you baby And I'd fall at your feet And I'd howl at your beauty Like a dog in heat And I'd claw at your heart And I'd tear at your sheet I'd say please, please I'm your man And if you've got to sleep A moment on the road I will steer for you And if you want to work the street alone I'll disappear for you If you want a father for your child Or only want to walk with me a while Across the sand I'm your man”. A essência é a mesma. São os dois uns românticos assim como eu. Com a pequena diferença de que eu sou capaz de admitir que gosto de barrar as gajas com manteiga de amendoim e depois pegar em pequenas tostas de centeio e rapar a cena de cima delas e eles, como têm o estatuto global de grandes românticos, não o podem fazer sem sofrer as consequências. Arrasar-lhes-ia as carreiras.
Isto tudo para dizer que até o Leonard Cohen tem uma música má. “There ain’t no cure for love”.
Este Wong Kar wai (um chinoca, lá da China) só tinha feito grandes filmes. Nunca percebi a cena do “Chungking Express” mas de qualquer modo é um bom filme. Adorei o “Anjos caídos”. É o filme com maior “cenário” da história. Quando se é chinês e se tem um “cenário” daqueles pode-se fumar e consumir drogas e andar de pistolas aos tiros aos outros chinocas porque, o mais provável, é um gajo safar-se sempre. Deus ajuda quem é giro e tem um “granda cenário”. Dá-lhes carros rápidos, cerveja gelada e miúdas aos gritos a correr atrás deles e a fazer *schlec* *schlec* com os lábios vaginais.
Depois veio o “In the mood for love”, que é um dos grandes filmes. O maior dele. E um gajo habitua-se. Tem o tempo exacto. Não se perde em pachachices (sim, vem de pachacha) desnecessárias. Não tem pausas nem tempos mortos. Extraordinariamente bem filmado, realizado e “argumentado”
São todos filmes sobre desencontros. Antes da era dos telemóveis. Caso contrário, bastava mandar uma sms.
Mais um momento e….Mas a verdade é que sabem ser filmes.
Qualquer filme dele que saia é, automaticamente, comparado a este. É como a minha pila. É o termo de comparação para qualquer homem (dum modo perfeitamente heterossexual – é como os jogadores de futebol, podem-se apalpar e mexer nos tomates uns dos outros que não há crise porque, como toda a gente sabe, não há paneleirices no futebol). Na natação chamavam-me tripé. E vai daí pensei: “epá, o 2046 deve ser enorme”. Só é enorme em termos de tamanho.
Nunca tinha saído dum filme do Wong Kar Wai desapontado (nota: isto não significa que eu alguma vez tenha “entrado” num filme dele. Aqui, “entrado” pode ter, pelo menos, dois significados. Apenas um deles é o correcto. Entrar como contrário de sair – quem sabe um pouco de física até diz logo que entrar e sair é a mesma coisa, tudo depende do referencial).
Ele é assim o maior e eu esperava que este filme fosse assim o “In the mood for love” com droga. Afinal foi assim como aqueles pratos que um gajo pede no restaurante chinês, quando um gajo está com fome, aquilo marcha tudo mas depois, mais lá para o fim da refeição, já ninguém consegue com o “calil de gálinhá” ou com o “polco doce” e só apetece vomitar e pensar porque é que não fomos jantar todos àquela tasca ao pé do elevador da Bica. A verdade é que só os pobres, como a maioria de vocês deve ser, é que vão comer aos restaurantes chineses. Eu deixei de ir quando enriqueci à custa do meu negócio de prostituição e depois de me ter apercebido que, em Portugal, não há chineses velhos. Tenho uma teoria sobre o assunto à espera de ser publicada numa revista da especialidade. (Contactem para o mail anq@portugalmail.pt, caso estejam interessados.)
Estas divagações todas são só para encher porque eu sei muito pouco de cinema e procuro disfarçar desviando a atenção do que realmente importa. Também porque tenho muitas ideias sobre coisas que gostaria de escrever e mostrar como tenho, de longe, o sentido de humor mais apurado de Portugal.
Sobre o filme pouco há a dizer. Os truques de câmara estão lá todos. Os cigarros a arder devagarinho. Os trade marks do costume do Wong. A certeza de que o Tony Leung nunca morrerá de cancro do pulmão (como é do conhecimento geral, só os falhados é que apanham cancro). As personagens “lynchianas” (<- sou o maior ou quê?). As chinesices. Mamas. E está todo o mood for love. Falta é coerência. Parecem bocados desconexos. E aquela coisa toda do comboio e da ficção científica é absolutamente pateta/patética.
Epá, se gostam do homem, vejam o filme mas depois não digam que não vos avisei.
2046 - :|
:O~ <- vómito (filmes tipo AI, Matrix 2 e 3)
:O <- filmes “preferia ter gasto a guita em cerveja, droga ou cigarros”
:| <- filmes “naquela”
:) <- filmes médio-fixe ou “nice”
:D <- filmes “cum gajo até acha que coiso e tal e diz aos outros para irem ver”
:D~ <- filmes que “sim senhoras”
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