quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

bombs away

Um intervalo entre aulas que demore a passar é uma espécie de furo lento.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

maggot brain

Tenho as unhas tão grandes que consigo contar até 10 e tal.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

separator

Ia um gajo ao meu lado no metro que podia fazer as baínhas das calças com os pêlos do nariz.

native dreams

a gente:D

A maior parte da sabedoria que recolhi enquanto criança e que ainda hoje me guia nesta estrada de um sentido a que chamamos vida e faz de mim a pessoa emocionalmente equilibrada, justa, de gosto requintado e amigo do seu amigo que hoje sou, foi devido às hordas de criadagem, e respetivo conhecimento sobre assuntos, que pululavam pela nossa enorme mansão com piscina e vista para o rio de fazer inveja aos comunistas gulosos por dinheiro alheio que viviam apertados em quartos minúsculos e bafientos e onde o cheiro a chulé era o prato do dia e as áreas de bolor na parede superavam em muito as de tinta barata e cancerígena porque os pobres são muito dados a ter cancro e não se importam com isso desde que haja dinheiro para o vinho e tempo para mandriar. Com a criadagem aprende-se de tudo pois têm vasta experiência de vida na ótica do utilizador. Do utilizador com menos permissões. Como se a vida fosse um sistema operativo e a criadagem pouco mais conseguisse que copiar ficheiros e pastas.Têm experiência com pobres e doenças de pele e bactérias e cheiros de partes do corpo que um gajo nem sabe que existem. Quem esfrega restos de mijo ressequido numa pasta amarelada de dias das dobras do tampo da sanita, quem retira o bolor entranhado entre os azulejos creme das casas de banho da classe média-alta com cotonetes aveludadas, quem conta histórias de como o tempo agora está assim “por causa das coisas que eles mandam lá para cima” (ah!, a entidade “eles” omnipresente na cultura popular) tem certamente explicação quase tudo. Certamente para a história do bife. A história do bife ocorreu quando eu tinha uns seis anos e estava na praia do Rei. A praia do Rei era só gajas nuas (hoje é só paneleiros com a almôndega pendurada que até dá vontade de um gajo ir ao bar comprar qualquer coisa para comer só para ter o que vomitar). E gajas nuas foi daquelas coisas de que sempre gostei. Apesar de, todo o meu fascínio back in the days, ser totalmente incompreensível. Uma das raparigas que por lá andava, uns anos mais velha que eu, tinha um bife a sair da cona. Aquilo intrigou-me. Bifes para mim era no talho, não na cona. Andava eu a ser enganado? Perguntei à criadagem que, certamente, saberia o que poderia ser aquele naco de carne que espreitava e dizia adeus na minha direção. “É a tripa”, disseram. Segundo parece, quando se faz demasiada força, a tripa pode sair pela cona. Até faz sentido. Porque um gajo bem que podia passar o resto da vida a tentar ir lá com um dedo e meter a tripa para dentro.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

people who died

Estive em formação depois do almoço. A Terra foi há 4.6 mil milhões de anos.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

23 minutes in brussels

Scientists can store 700 terabytes into a single gram of DNA.
Porn everywhere!

the walls came down

Os comediantes dividem-se em dois tipos. Os que o Nilton já copiou.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

for v

Há coisas que conheço como a palma da mão. A minha vida sexual, por exemplo.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

no x

Se "cardoso" fosse um adjetivo, poder-se-ia dizer que o Miguel esteve cardoso.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

king

Era tão mau em html que no BI tinha table em vez de div.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

engine homes

Acho que vou ao Finalmente e só depois confiro as novas tabelas de IRS porque parece que é lá que um gajo vai antes de ser enrabado.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

come back baby

Se eu fosse pintor, teria um quadro bem mau chamado "clínico" no qual estaria sempre a trabalhar para as pessoas dizerem que "o (meu) quadro clínico parece estar a evoluir favoravelmente".

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

good for my soul

Coerência era os filmes antes acabarem com medicamentos de marca e agora com genéricos.

white

A jantar num indiano que se diz tão típico mas que não tem gang rape.

domingo, 13 de janeiro de 2013

am

As escalas e as constipações passam todas por si.

sábado, 12 de janeiro de 2013

dw

O Dog Whisperer devia ser nomeado para os óscares da vida.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

better off alone

O que ainda ninguém descobriu foi urânio da classe média.

sábado, 5 de janeiro de 2013

adl

A Delta Q era para se ter chamado Delta Frrstpppffsdrt.

bingo

O imposto favorito do Descartes era o imposto de sê-lo.

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

there goes the fear

a gente:D

O livro que mais marcou a minha infância chamava-se (momento humor de pastelaria: mas já não chama?) “Nós e os outros”. Nunca o li. Mas a lombada era das mais compostas da estante lá de casa, tinha letras em Arial Narrow Bold, uma escolha ousada para fonte, uma vez que, ao contrário da maioria, é paga e dá logo a certeza que se está diante de um escritor de outra estirpe, e impunha respeito como poucas, derivado também à largura de quase um polegar para além da dobra. Quem come gajas de quatro - check! - está familiarizado com esta medida que é a parte do polegar que um gajo lhes mete no cu até ao nó com a desculpa que dá mais jeito para segurar mas a verdade é que é um medidor de segurança de fazer cu, dependendo de a unha vir castanha. Aquelas quatro palavras, no seu conjunto, já faziam sentido no meu cérebro ainda reduzido e que assim permaneceu, não devido a doença mas a falta de estímulo porque nós morávamos nos arredores onde não havia televisão por satélite nem se conseguia comprar revistas das que traziam a programação e os mexericos - itens essenciais no desenvolvimento de qualquer cérebro saudável e que ambiciona um tamanho comparável aos demais. Dizia-me, do cimo da quarta prateleira onde eu ainda só chegava com um banco dos antigos - que os novos era para comermos à mesa da cozinha - que as pessoas não eram todas iguais. Fiquei sem saber, e continuarei assim por opção porque ler é o maior aborrecimento e toda a gente sabe que quem lê são as gajas e os paneleiros, se não passava de propaganda comunista ou se, como julgo, nos mostrava, por A + B, que há pessoas que valem mais que as outras porque têm mais dinheiro, personalidade e carros de alta cilindrada. É por esta mensagem implícita no nome que desde cedo defendo os atestados de procriação e de voto. Devia haver uns testes escritos e de medição do crânio, do tamanho do maxilar inferior, da distância entre os olhos e de unicelha que as pessoas faziam e que, mediante o resultado, lhes dava o direito a procriar, votar, morar no centro, entre outros direitos ou deveres que deviam ser apenas de uma minoria qualificada para tal. Estes testes (ainda) não existem. Mas são apenas uma questão de tempo até que as pessoas se apercebam que são essenciais para manter uma sociedade funcional e adequada segundo os padrões que nos podem preparar para um futuro ainda mais radioso.