quinta-feira, 18 de abril de 2013
take my bones away
A seguir ao almoço dá-me sempre uma moleza. Ainda não consegui foi identificar que almoço.
quarta-feira, 17 de abril de 2013
alone
Devia haver uma equipa italiana chamada Areeiro e uma vez por época haveria um Roma-Areeiro.
terça-feira, 9 de abril de 2013
that's on me
Lavar a casa toda com um daqueles champôs que dão volume e alugá-la como duplex.
quinta-feira, 4 de abril de 2013
i get by
Se o Robert Diggs se dedicasse aos laticínios, podia produzir queijo de RZA.
quarta-feira, 3 de abril de 2013
dangerous minds
O meu umbigo gera tanto cotão que só precisava de alguém com um que gerasse pauzinhos de plástico para entrarmos no negócio das cotonetes.
segunda-feira, 1 de abril de 2013
soul and sound
a gente:D:D
O meu amigo favorito da escola chamava-se João. Ou Bruno. Ou lá o que era. Morava a caminho de Odivelas, mas não era bem Odivelas, era só a caminho e depois cortava-se por uma estrada em terra, não porque ainda não houvesse alcatrão, mas porque ali eram todos pobres e os construtores de estradas não gostam nada de pobres nem de pato com laranja mal aviado, para umas casas em cimento e tijolo à vista, também por desleixo, e um largo, com umas árvores de folha caduca, que não era um largo que toda a gente sabe que são, no pior dos casos, ovais, mas sim um quadrado que acabava em esquina e ainda tinha um coiso que enrolava por uma fonte mais seca que todos os ovários da casa de repouso de São José e as casas por dentro eram tão pequeninas que as camas eram ao alto e as pessoas tinham de ir dormir em avançados de oleado a não ser que fossem muito pequeninas, enfezadas e subnutridas, como o eram na maioria, e tinha alcatifa daquela que não é colada ao chão porque se via mesmo que não tinham dinheiro para comprar cola daquela de colar alcatifa ao chão e ficava assim com uns altos que uma pessoa tinha mesmo vontade de meter um pé em cima e a bolha de alcatifa apenas ia para outro lado, como fazem as mulheres quando eu as interpelo em geral mas sem a parte do gás pimenta. Era daqueles miúdos com um cheirinho a atraso que ainda não era considerado deficiente mas via-se assim só de olhar ao longe que não estava tudo bem por ali e já se apostava que, mais ano, menos ano, iria chumbar pois nem somar castanhas o pobre diabo era capaz. Uma vez até deu castanhas negativas e ainda hoje alguns de nós somos afligidos por problemas metafísicos profundos derivado a esta situação. O muco acumulava-se-lhe, amiúde, no nariz em forma de bola que escorria depois para cima do queque que comia a meio da manhã porque, apesar de meio deficiente, também era pessoa que sofria de alguma larica. Não sei porque éramos amigos. Provavelemente por sermos os dois refugo. Ele em geral, eu na personalidade e na cara. Um dia, dois de nós queriam entrar na sala e outros dois, o João ou Bruno ou lá o que era, incluído, forçavam a porta do interior. O resultado foi o dedo do João ficar entalado na porta e *nic* foi cortado pela base, caindo direitinho qual casca de amendoim do lado de fora da sala. Por momentos, dois de nós que contassem pelos dedos, contariam até vinte e um. Os outros ficariam-se pelos dezanove. É praticamente a diferença correspondente a ter um dual core em vez dum pentium.
O meu amigo favorito da escola chamava-se João. Ou Bruno. Ou lá o que era. Morava a caminho de Odivelas, mas não era bem Odivelas, era só a caminho e depois cortava-se por uma estrada em terra, não porque ainda não houvesse alcatrão, mas porque ali eram todos pobres e os construtores de estradas não gostam nada de pobres nem de pato com laranja mal aviado, para umas casas em cimento e tijolo à vista, também por desleixo, e um largo, com umas árvores de folha caduca, que não era um largo que toda a gente sabe que são, no pior dos casos, ovais, mas sim um quadrado que acabava em esquina e ainda tinha um coiso que enrolava por uma fonte mais seca que todos os ovários da casa de repouso de São José e as casas por dentro eram tão pequeninas que as camas eram ao alto e as pessoas tinham de ir dormir em avançados de oleado a não ser que fossem muito pequeninas, enfezadas e subnutridas, como o eram na maioria, e tinha alcatifa daquela que não é colada ao chão porque se via mesmo que não tinham dinheiro para comprar cola daquela de colar alcatifa ao chão e ficava assim com uns altos que uma pessoa tinha mesmo vontade de meter um pé em cima e a bolha de alcatifa apenas ia para outro lado, como fazem as mulheres quando eu as interpelo em geral mas sem a parte do gás pimenta. Era daqueles miúdos com um cheirinho a atraso que ainda não era considerado deficiente mas via-se assim só de olhar ao longe que não estava tudo bem por ali e já se apostava que, mais ano, menos ano, iria chumbar pois nem somar castanhas o pobre diabo era capaz. Uma vez até deu castanhas negativas e ainda hoje alguns de nós somos afligidos por problemas metafísicos profundos derivado a esta situação. O muco acumulava-se-lhe, amiúde, no nariz em forma de bola que escorria depois para cima do queque que comia a meio da manhã porque, apesar de meio deficiente, também era pessoa que sofria de alguma larica. Não sei porque éramos amigos. Provavelemente por sermos os dois refugo. Ele em geral, eu na personalidade e na cara. Um dia, dois de nós queriam entrar na sala e outros dois, o João ou Bruno ou lá o que era, incluído, forçavam a porta do interior. O resultado foi o dedo do João ficar entalado na porta e *nic* foi cortado pela base, caindo direitinho qual casca de amendoim do lado de fora da sala. Por momentos, dois de nós que contassem pelos dedos, contariam até vinte e um. Os outros ficariam-se pelos dezanove. É praticamente a diferença correspondente a ter um dual core em vez dum pentium.
so long, lonesome
Tenho um casaco tão impermeável que uma vez caí ao rio e ele mudou de curso.
the only moment we were alone
A cera dos ouvidos devia ter cores diferentes para um gajo saber que phone vai em que ouvido.
easter
Uma tarde inteira de "The Walking Dead" é como ir ver os avós ao lar.
sábado, 30 de março de 2013
legions
Being a straight vampire, one can always say "I love you, period".
quinta-feira, 28 de março de 2013
flight
Devia haver uma tecla chamada Nilton e um gajo fazia control + Nilton e dava copy/paste.
quarta-feira, 27 de março de 2013
that's who i am
Sócrates na RTP a fazer como na Grécia antiga e a enrabar toda a gente.
mbm
Johnny Cache: um músico country que não era lá muito atualizado.
segunda-feira, 25 de março de 2013
rideinonthestrength
A minha televisão é tão grande que, quando estou a ver a RTP1, vejo um bocadinho da RTP2.
segunda-feira, 18 de março de 2013
another step away
I'm moving to Chicago and find a girl named Wind because the wind is always blowing in Chicago.
domingo, 17 de março de 2013
let me go home whiskey
Se houvesse um outlet para vampiros, devia-se chamar "Outlet the right one in".
sábado, 16 de março de 2013
swingin' party
A Ana Brito e Cunha anda a inovar. A prática comum das atrizes portuguesas é dar um tiro no pé.
quinta-feira, 14 de março de 2013
capricornia
E o Vasco Granja que ainda não morreu este ano?
segunda-feira, 11 de março de 2013
the whistle
Um arco e flecha com problemas porque diziam que o pai era uma besta.
sexta-feira, 1 de março de 2013
opt
a gente:D:D
No topo da lista de perguntas que ninguém faz, está uma que me atormenta desde o ano 2000. Felizmente, o mundo não acabou nessa altura, dando-me tempo (e espaço ou espaço-tempo se se tiver uma visão relativista da cena e eu sou pessoa para ter visões relativistas das cenas em geral e em particular derivado a ser adepto de sopa de cogumelos) para procurar uma resposta adequada, à qual ainda não cheguei, mas a que pretendo continuar a dedicar parte do tempo que me foi concedido por Deus Nosso Senhor nesta caminhada a que chamamos vida. O Brasil teve, em tempos, um jogador de futebol (especifico o desporto para ocupar mais rapidamente os 2500 caracteres a que tenho direito nesta humilde publicação derivado a uma doença que sofro e que em inglês se chama lazyness) chamado Ronaldo. Quando começou, derivado à tenra idade, toda a gente lhe chamava Ronaldinho. Era craque e sofria dos ossos. Depois apareceu outro jogador também chamado Ronaldo. Novamente craque. Alguma coisa teria de ser feita para os distinguir. Apesar de o brasileiro comum também sofrer de lazyness amiúde, rapidamente se chegou a uma solução. O Ronaldinho de antigamente passou a Ronaldo e o Ronaldo mais novo passou a Ronaldinho. Toda a gente sabia quem eram e o assunto ficou por ali. Assim acabou. Eu, no entanto, sou uma pessoa que pensa sempre mais à frente, que gosta de fazer perguntas daquelas que importam e que fazem o mundo andar para a frente e pus logo a hipótese do que que aconteceria se aparecesse mais um Ronaldo. A solução estava à vista de qualquer um. O Ronaldo passaria a Ronaldão, o Ronaldinho a Ronaldo e o recém chegado Ronaldo a Ronaldinho. Como nunca paro, pensei “e se aparece ainda outro Ronaldo?”. Com um número par de Ronaldos, a solução não é óbvia. Pode acontecer uma de duas coisas. O recém chegado Ronaldo passaria a Ronaldinhinho e os outros mantinham-se ou, e até por uma questão de coerência com os casos anteriores, o Ronaldão passaria a Ronaldãodão e todos os outros Ronaldos (e eu sei que os nomes próprios não têm plural mas é só para ajudar ao raciocínio) andavam uma casa para a frente na hierarquia. E eu prefiro a coerência. Com cinco Ronaldos ter-se-ia um Ronaldinhinho, um Ronaldinho, um Ronaldo, um Ronaldão e um Ronaldãodão. Ou então o primeiro seria sempre um Ronaldinho e o último é que passaria Ronaldãodãodão. O problema pode ser extensível a uma quantidade infinita de Ronaldos. As regras teriam de ser muito bem definidas. Até porque os Ronaldos das pontas poderiam deixar de ter espaço na camisola para o nome completo. Ou usar manga comprida, o que, no Brasil, seria uma maçada.
No topo da lista de perguntas que ninguém faz, está uma que me atormenta desde o ano 2000. Felizmente, o mundo não acabou nessa altura, dando-me tempo (e espaço ou espaço-tempo se se tiver uma visão relativista da cena e eu sou pessoa para ter visões relativistas das cenas em geral e em particular derivado a ser adepto de sopa de cogumelos) para procurar uma resposta adequada, à qual ainda não cheguei, mas a que pretendo continuar a dedicar parte do tempo que me foi concedido por Deus Nosso Senhor nesta caminhada a que chamamos vida. O Brasil teve, em tempos, um jogador de futebol (especifico o desporto para ocupar mais rapidamente os 2500 caracteres a que tenho direito nesta humilde publicação derivado a uma doença que sofro e que em inglês se chama lazyness) chamado Ronaldo. Quando começou, derivado à tenra idade, toda a gente lhe chamava Ronaldinho. Era craque e sofria dos ossos. Depois apareceu outro jogador também chamado Ronaldo. Novamente craque. Alguma coisa teria de ser feita para os distinguir. Apesar de o brasileiro comum também sofrer de lazyness amiúde, rapidamente se chegou a uma solução. O Ronaldinho de antigamente passou a Ronaldo e o Ronaldo mais novo passou a Ronaldinho. Toda a gente sabia quem eram e o assunto ficou por ali. Assim acabou. Eu, no entanto, sou uma pessoa que pensa sempre mais à frente, que gosta de fazer perguntas daquelas que importam e que fazem o mundo andar para a frente e pus logo a hipótese do que que aconteceria se aparecesse mais um Ronaldo. A solução estava à vista de qualquer um. O Ronaldo passaria a Ronaldão, o Ronaldinho a Ronaldo e o recém chegado Ronaldo a Ronaldinho. Como nunca paro, pensei “e se aparece ainda outro Ronaldo?”. Com um número par de Ronaldos, a solução não é óbvia. Pode acontecer uma de duas coisas. O recém chegado Ronaldo passaria a Ronaldinhinho e os outros mantinham-se ou, e até por uma questão de coerência com os casos anteriores, o Ronaldão passaria a Ronaldãodão e todos os outros Ronaldos (e eu sei que os nomes próprios não têm plural mas é só para ajudar ao raciocínio) andavam uma casa para a frente na hierarquia. E eu prefiro a coerência. Com cinco Ronaldos ter-se-ia um Ronaldinhinho, um Ronaldinho, um Ronaldo, um Ronaldão e um Ronaldãodão. Ou então o primeiro seria sempre um Ronaldinho e o último é que passaria Ronaldãodãodão. O problema pode ser extensível a uma quantidade infinita de Ronaldos. As regras teriam de ser muito bem definidas. Até porque os Ronaldos das pontas poderiam deixar de ter espaço na camisola para o nome completo. Ou usar manga comprida, o que, no Brasil, seria uma maçada.
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