quarta-feira, 8 de maio de 2013

television fission

É muito mais provável ter um sabonete em forma de porco que um porco em forma de sabonete.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

prototype

Ter uma exposição sobre "cancro de pele" em Nova Iorque com o título MeLaMoMa.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

witch hunt

a gente pela última vez:'D

Já os Doors, a terceira banda mais sobrevalorizada da história, cantavam sobre o fim. E via-se logo que fim não devia ser coisa boa porque metia incesto. E o incesto não é bom, salvo raras exceções. O meu caso não é exceção pois sendo a minha irmã o camafeu que é - não passa de um 2 - e, diz quem já lá foi e chafurdou à grande, não se mexe quase nada e muito menos faz cu a não ser que tenha metido MD. E não estou a falar de Mendelevium que não é mais que um metal radioativo transurânico, da série dos actinídeos, normalmente sintetizado a partir do bombardeamento do Einsteinium com partículas alfa, que, quando muito, faz o cancro, doença que está muito na moda sendo eu próprio portador de uma cópia derivado à qual não me dão mais de dois meses de vida o que dá muito jeito porque fechamos isto em grande e acabo de cortar o cabelo bem rentinho poupando fortunas no barbeiro aqui da rua que se faz pagar muito mais do que aquilo que vale desculpando-se com aquilo da crise e de que isto não está fácil para ninguém. Por outro lado, o fim também pode ser bom quando o é daqueles familiares que têm muito ‘nheirinho e o deixam à gente para a gente poder ir gastá-lo nas férias na Quarteira e em carros com teto de abrir e almoços em Mafra. Prazeres que, por certo, já não terei, em consequência do parágrafo anterior. Depois há aqueles fins que um gajo acha que são bons mas depois vai-se a ver e não passam de um embuste assim ao nível do 11 de setembro e do Holocausto que não são mais que invenções dos judeus para subir a cotação do ouro porque são gente que vive em função do ouro e da autocomiseração. Esses fins são tudo o que Hollywood nos tenta vender das pessoas que conseguem sempre ficar com a miúda que, amiúde, é boa e parece que vão ser felizes para sempre. Não serão. As mulheres acomodam-se. Deixam de cortar as unhas dos pés onde crescem fungos e cogumelos (que devem ser comidos em sopa, salteados ou em salada, segundo o Astérix) e onde muitas vezes se pode fazer um presépio ou pintar meio Guernica. A depilação é esquecida e é como ir para a cama com as axilas da Rosa Mota. Os pintelhos, outrora inexistentes, florescem qual jardim ao abandono devido a questiúnculas intrafamiliares. Comem bolachas na cama espalhando migalhas que ali ficarão para sempre esmagadas por cotovelos que imprimem permanentes nódoas de gordura lembrando aquele pintor que fez de Ed Harris mas que tinha o talento somado dos UHF. O fim que nos vendem é sempre uma farsa e daqui não sobrará mais que as memórias destas profundas reflexões compreendidas por alguns e ao alcance de poucos.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

northern lights

Gostava que o Jerónimo de Sousa comesse o Paulo Portas só para o ouvir dizer "há um comunista dentro de mim".

mansion on the hill

Um dia eu hei-de ser atendido por um chinês da Beira Baixa a quem poderei pedir queijo dizendo: "queijo, amarelo da Beira Baixa!".

quinta-feira, 25 de abril de 2013

enfilade

Era fixe que o Arménio Carlos dissesse que se chamava apenas Carlos e que vinha da Arménia e que tudo tinha sido um mal-entendido.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

hit the plane down

Tenho as unhas dos pés tão grandes que, se fosse àqueles sítios onde as pintam, saía de lá com meio Guernica.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

easy way down

A cura para a solidão pode ser a companhia das sandes.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

o convite

O Nilton é como as impressoras de agulhas. Faz exatamente o mesmo mas sem qualidade nenhuma.

dissolved

O tamanho do objeto que se carrega é proporcional à comichão no nariz.

infamous

O preto não ficava nada bem à Heidi Klum.

take my bones away

A seguir ao almoço dá-me sempre uma moleza. Ainda não consegui foi identificar que almoço.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

alone

Devia haver uma equipa italiana chamada Areeiro e uma vez por época haveria um Roma-Areeiro.

terça-feira, 9 de abril de 2013

that's on me

Lavar a casa toda com um daqueles champôs que dão volume e alugá-la como duplex.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

i get by

Se o Robert Diggs se dedicasse aos laticínios, podia produzir queijo de RZA.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

dangerous minds

O meu umbigo gera tanto cotão que só precisava de alguém com um que gerasse pauzinhos de plástico para entrarmos no negócio das cotonetes.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

soul and sound

a gente:D:D

O meu amigo favorito da escola chamava-se João. Ou Bruno. Ou lá o que era. Morava a caminho de Odivelas, mas não era bem Odivelas, era só a caminho e depois cortava-se por uma estrada em terra, não porque ainda não houvesse alcatrão, mas porque ali eram todos pobres e os construtores de estradas não gostam nada de pobres nem de pato com laranja mal aviado, para umas casas em cimento e tijolo à vista, também por desleixo, e um largo, com umas árvores de folha caduca, que não era um largo que toda a gente sabe que são, no pior dos casos, ovais, mas sim um quadrado que acabava em esquina e ainda tinha um coiso que enrolava por uma fonte mais seca que todos os ovários da casa de repouso de São José e as casas por dentro eram tão pequeninas que as camas eram ao alto e as pessoas tinham de ir dormir em avançados de oleado a não ser que fossem muito pequeninas, enfezadas e subnutridas, como o eram na maioria, e tinha alcatifa daquela que não é colada ao chão porque se via mesmo que não tinham dinheiro para comprar cola daquela de colar alcatifa ao chão e ficava assim com uns altos que uma pessoa tinha mesmo vontade de meter um pé em cima e a bolha de alcatifa apenas ia para outro lado, como fazem as mulheres quando eu as interpelo em geral mas sem a parte do gás pimenta. Era daqueles miúdos com um cheirinho a atraso que ainda não era considerado deficiente mas via-se assim só de olhar ao longe que não estava tudo bem por ali e já se apostava que, mais ano, menos ano, iria chumbar pois nem somar castanhas o pobre diabo era capaz. Uma vez até deu castanhas negativas e ainda hoje alguns de nós somos afligidos por problemas metafísicos profundos derivado a esta situação. O muco acumulava-se-lhe, amiúde, no nariz em forma de bola que escorria depois para cima do queque que comia a meio da manhã porque, apesar de meio deficiente, também era pessoa que sofria de alguma larica. Não sei porque éramos amigos. Provavelemente por sermos os dois refugo. Ele em geral, eu na personalidade e na cara. Um dia, dois de nós queriam entrar na sala e outros dois, o João ou Bruno ou lá o que era, incluído, forçavam a porta do interior. O resultado foi o dedo do João ficar entalado na porta e *nic* foi cortado pela base, caindo direitinho qual casca de amendoim do lado de fora da sala. Por momentos, dois de nós que contassem pelos dedos, contariam até vinte e um. Os outros ficariam-se pelos dezanove. É praticamente a diferença correspondente a ter um dual core em vez dum pentium.

so long, lonesome

Tenho um casaco tão impermeável que uma vez caí ao rio e ele mudou de curso.

the only moment we were alone

A cera dos ouvidos devia ter cores diferentes para um gajo saber que phone vai em que ouvido.

easter

Uma tarde inteira de "The Walking Dead" é como ir ver os avós ao lar.