terça-feira, 5 de julho de 2011

gold lion

Troca de mails com um gajo do Público por causa disto.

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From: ****** [mailto:******@gmail.com]
To: ******@publico.pt

Subject: Candidatura a um lugarzinho no vosso jornal para escrever sobre cenas buédesda importantes

Boa tarde,

Eu não sou correspondente e isso. E moro em Lisboa e seria uma maçada sair daqui.
Mas andava à procura do vosso contacto na net para enviar o seguinte texto.
E agora encontrei e aqui vai. <- esta frase ainda não faz parte.

Eu sou André e estou à procura de emprego. Não é que esteja desempregado e por isso não sou daqueles "uhh, coitadinho é desempregado e está a fazer isto a ver se temos pena e lhe arranjamos um tachinho porque se não tem de viver de subsídios e empréstimos e de comidinha boa que dão nos combóios ou nas pastelarias ou naquelas camionetas que servem pão aos arrumadores". Não, não, não. Eu sou uma pessoa que trabalha e tem os impostos em dia mas uma vez atrasei-me a pagar a taxa não-sei-do-quê e depois tive de pagar multa mas primeiro comecei a crescer (dentro do que se pode crescer por email) para a senhora das finanças com quem troquei mails porque me pareceu que o erro não era meu e fui logo com aquela conversa do "o que vocês querem é poleiro e o 'nheirinho da gente" porque "vocês a mim não me enganam". Mas afinal, e segundo um parágrafo qualquer que saiu em Diário da República, parece que eu é que tinha a culpa e depois tinha três alternativas. A primeira era assumir, que nunca me passou pela cabeça porque isso de uma pessoa assumir que se enganou é coisa de rotos e mulheres. A segunda seria dizer "homessa! pois então não é que tem toda a razão? Estava a pensar no decreto-lei 321 alínea a) de 6 de Outubro de mil nove noventa e sete". E a terceira era dizer que "estava a brincaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaar" e fazer a dança da vitória só para parecer que tinha ganho. Podemos aprofundar este tema quando me chamarem para entrevista ou se calhar o melhor é chamarem-me logo para assinar contrato porque eu sou uma pessoa que se dá mal com entrevistas e começa a suar como o Carlos. Em bica.
Estive a olhar bem para o vosso jornal/revista (sim, porque isto pode estar a ser mandado para vários jornais/revistas ao mesmo tempo em Bcc mas nunca saberão, ou se calhar até não está, pode ser apenas bluff ou, se calhar, até se encontram todos para almoçar e depois começam a falar disto "então e aquele gajo que escreveu para lá....?") e cada margem ocupa mais ou menos um polegar dos meus (exceto (<-- novo acordo) o Expresso que ocupa um pé - boa piada virada para os jornais para quem estou a enviar isto e que ficam a saber que inclui o Expresso... ou será que não?, estou a brincar, Expresso), por isso, basta diminuir as margens todas no tamanho de uma unha (mudei de casa há pouco tempo e ainda não comprei uma régua) para no fim sobrar um quadrado com um palmo de altura por dez dedos de largura - eu fiz as contas - de espaço em branco que pode ser ocupado com opiniões sobre os temas que realmente importa e que ninguém fala. Por exemplo, o arroz de manteiga fica melhor com arroz agulha ou carolino? Embora o arroz carolino seja considerado o arroz dos pobres, é sabido que fica muito melhor no arroz de manteiga. Mas é só. Nos outros é melhor usar o agulha. Quem gosta muito de usar agulha, também, é o Zé Pedro dos Xutos.

Mando também o meu cv em anexo. Fica bem em qualquer reciclagem.

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André

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From: ****** [mailto:******@publico.pt]
To: ****** [mailto:******@gmail.com]

Caro ******,

Não lhe agradeço o interesse nem o e-mail, porque de spam estou farto e não preciso de mais.
Perdi uns segundos a olhar para o seu CV e, se sabe ler, deve ter percebido que não estamos a procurar gente em Lisboa, nem sequer programadores.
Para geeks ainda se encontraria talvez um lugar, desde que soubessem outra língua além de linguagem de programação. E para gente que acha que tem piada recomendo o Inimigo Público.

Ah, e nota-se que não percebe patavina de arroz. Carolino é dos pobres?! Diga isso aos chefs do risotto – provavelmente contratam-no para lavar pratos.

Continue a mandar postais, quando for para algo em que se enquadre. Neste caso, foi perda de tempo.

Cumprimentos
******

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From: ****** [mailto:******@gmail.com]
To: ****** [mailto:******@publico.pt]

Aposto que é daquele de fazer crescer a pila.

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André

19 comentários:

Ska disse...

Foda-se.

És o rei.

Vou cancelar a assinatura do público.

Ska disse...

Foda-se.

És o rei.

Vou cancelar a assinatura do público.

Lady oh my Dog! disse...

está-se mesmo a ver que esse victor quer-te fazer.

não me sai é da cabeça: quem serão os "chefs do risotto"?

Anónimo disse...

Não ficou impressionado com os teus dotes!
A tua estratégia foi demasiado audaz e acabaste ownado...

Podias era escrever um livro que juntasse os teus melhores posts. Contraias um empréstimo para financiar uma edição de autor; depois deixava-los esquecidos nos bancos do Metro; suicidavas-te; criava-se o mito and so on..

caramela disse...

ahahahahahah

isto é real?

Anónimo disse...

És um patrão. Pena foi teres apanhado um especialista em arroz, amigo dos melhores ''chefes de rissoto'' da actualidade...

Maria Papoila disse...

Estou sem palavras. Brutal, Juvenal.

Maria Papoila disse...

Ah, estava convencida que o arroz trabalhava por conta própria

juvenal, o anormal disse...

é real pois:D

Anónimo disse...

MAMO-TE, JUVENAL

Lótus disse...

WTF?! E quem é o vitó???

Healthy Student disse...

Bom texto, má resposta final.

Anónimo disse...

Dá-me ideia que o Victor Ferreira sentiu o lugar ameaçado.
Grande palhaço. Que resposta mais estúpida. Quanto tempo é que ele demorou a responder esta merda?
"Continue a mandar postais" é o lugar comum mais idiota do mundo.
Como é que um idiota recebe um texto destes e responde desta maneira? é o frustrado em pessoa.
A única explicação é ele achar que isto é alguém que o conhece a gozar com ele.

joaninha versus escaravelho disse...

Mudaste de casa outra vez e não disseste nada??? :|

Anónimo disse...

É notório o esforço para pareceres engraçadinho, é notório a piada rebuscada e forçada, é notório que gostavas de ser um gajo cool e diferente...é notório que te achas mesmo um gajo cool e diferente, é notório que demonstras arrogância que deriva de insegurança...é notório que não tens piada...mas tens algo a teu favor...o gajo do público respondeu....
Conselho...agarra nesses trocadilhos óbvios e manda tudo o lixo...inscreve-te num curso de escrita criativa e continua a tentar...e deixa essa arrogância infantil de lado...não é por usares trocadilhos com o c. bica que tem irão ver como um gajo culto que até parece gostar de jazz...isso é básico...já o pack man dizia...querem ser originais imitam o que acham original...falta de personalidade.
Outra coisa...queres escrever?? fica sabendo que tive para desistir de ler o texto várias vezes...e li sempre na diagonal pois perdia o interesse devido á extrutura incoerente do mesmo...se te achas acima da média estás enganado...um bom texto é aquele que cativa do principio ao fim...mas deves ter piada no teu circulo de amigos pseudo cools! nota negativa para ti.

Anónimo disse...

a ver se tens tomates para publicar algo que não te agrada...

Anónimo disse...

"Extrutura"? A sério? Numa frase em que criticas a escrita de alguém?

Ass. Anónimo que não o anónimo aqui em cima.

SID disse...

hahahha, dor de corno faz o bisonte rancoroso cócó feliz.

juvenal a ownar até a dormir.

ermmm, ali para o anónimo que sabe dizê-la toda (sabe?), não é pack de pack de cerveja... duh...
vá instrua-se anormal: http://lux.blogs.sapo.pt/46964.html

beijos juvenal

Anónimo disse...

Sr. Anónimo do contra: tem toda a razão. O texto é verde e forçado.
Mas esses erros de escrita ficam-lhe mal. Muito mal. Quase ironicamente mal.

E se esta resposta foi do Victor não me surpreende. Arrogância não lhe falta. Mas nunca pensei que fosse tão inseguro a ponto de achar que o autor deste texto pudesse tirar-lhe o lugar ou coisa-que-o-valha. Que brusco e mal educado. Porra. Lembro-me dele vagamente na minha turma do 3º ano de Jornalismo no Minho. Adorava estar entre os miúdos e sacar dezoitos. Saía triunfalmente como quem não give a fuck e uma mochila de pele às costas. Ele nos seus trintas e tais, nós com vinte e poucos. Brilhar assim, também eu. Anda agora ó vitó. Que eu já te conto umas histórias giras.